Uma moradora de Jaraguá do Sul e apoiadora do presidente Lula publicou um vídeo nos stories do Instagram no qual acusa, sem apresentar evidências, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro de terem provocado um incêndio na Igreja Matriz São José, em Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina. Na gravação, ela também faz ameaças de que o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, poderá ser alvo de um atentado.
No vídeo, gravado de dentro de um carro, a mulher questiona os seguidores sobre o caso ocorrido em Santa Catarina e atribui o incêndio a bolsonaristas. Na sequência, direciona a mensagem aos católicos e afirma que algo semelhante poderá acontecer em Aparecida, um dos principais destinos de peregrinação religiosa do país.
“Eles vão tacar uma bomba lá”, declara, ao se referir ao santuário paulista. Ela também ironiza a possibilidade de fiéis organizarem excursões para visitar o local e afirma que os ataques a igrejas já estariam acontecendo antes mesmo do resultado das eleições.
A publicação foi feita no perfil de Flávia Esposito, moradora de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense. Na foto de perfil, ela aparece fazendo o gesto de “L” ao lado de uma imagem de Lula e da frase “Soldado do Lula”. Em sua biografia, também se identifica como integrante do Movimento de Mulheres Olga Benário.
Flávia ficou conhecida anteriormente por transmitir ao vivo uma abordagem da Polícia Militar em Jaraguá do Sul, na noite de 12 de setembro. A ocorrência terminou com a detenção da advogada Fernanda Klitzke, filiada ao PT e candidata à segunda suplência do Senado na chapa de Décio Lima. As duas são amigas.
Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada por causa de uma denúncia de som alto. Fernanda afirmou ter sido agredida e atingida por disparos de balas de borracha. Em nota, a corporação declarou que a candidata interferiu na ocorrência e informou que uma policial sofreu um ferimento na mão.
O caso também passou a ser investigado pela Polícia Federal, que abriu um inquérito para apurar a conduta dos policiais envolvidos.
Até o momento, as acusações feitas no vídeo sobre a autoria do incêndio e a possibilidade de um atentado contra o Santuário Nacional de Aparecida não foram acompanhadas de provas na publicação mencionada.