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Genéricos: saúde e economia para todos

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Genéricos: saúde e economia para todos
A CPI dos Medicamentos, ocorrida nessa época, e da qual tive a honra e alegria de haver participado, entrou para a história como responsável por avanços no cenário farmacológico, o Brasil avançou para um estágio muito superior ao que era até então

No dia 20 de maio comemora-se o Dia Nacional do Medicamento Genérico, uma grande vitória para a Saúde Pública e para a economia das famílias brasileiras.

Durante os anos de 1999 a 2003 cumpri o mandato de Deputado Federal por SC, exatamente no período em que a Saúde Pública no Brasil, passou por um processo que pode ser considerado um divisor de águas na produção e, consequentemente, na comercialização de medicamentos no país.

A CPI dos Medicamentos, ocorrida nessa época, e da qual tive a honra e alegria de haver participado, entrou para a história como responsável por avanços no cenário farmacológico, o Brasil avançou  para um estágio muito superior ao que era até então. 

Foram muitas as conquistas daquela CPI. Duas delas provocaram revoluções na Saúde Pública que até hoje, 27 anos depois, se refletem de forma positiva na vida de todos os brasileiros, por terem dado acesso a medicamentos de qualidade com preços mais baratos para toda a população: 

1. A regulamentação dos reajustes de preços dos medicamentos – Naquela época, os preços dos remédios eram sujeitos à vontade dos laboratórios farmacêuticos. Não havia nenhum tipo de controle e ficávamos à mercê das indústrias, que só visavam o lucro. Fui o relator da Medida Provisória que definiu as normas para regulamentar o setor. Após estudos aprofundados, aprovamos e instituímos a Fórmula Paramétrica de Reajuste de Preços de Medicamentos – FPR – e criamos a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED, que até hoje julga os aumentos nos preços de remédios, acabando com os reajustes descontrolados.

2. A criação dos Remédio Genéricos - Sem dúvida nenhuma, outra grande conquista da CPI dos Medicamentos, não a maior, foi a criação dos Medicamentos Genéricos, introduzida pela Lei nº 9.787/99 que garantiu a produção nacional dos remédios com patentes expiradas, sem o uso dos nomes comerciais, usando no rótulo apenas o nome do princípio ativo do medicamento original, o que evitou o pagamento de royalties para a indústria, baixando enormemente o seu custo final. A lei também garantiu que a qualidade do produto fosse idêntica ao remédio de marca. Levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, aponta que hoje no país, mais de 40% dos remédios vendidos são genéricos, e que isso ocasionou uma economia direta para os consumidores de mais de R$ 300 bilhões nos últimos anos. Viva os genéricos!

Ter participado daquele momento histórico é um grande orgulho para mim, tanto na condição de médico quanto na de político.

Um forte abraço e vamos em frente!


Coluna Dr. Vicente Caropreso

Coluna Dr. Vicente Caropreso

Nascido em Blumenau em 01/09/1956, reside em Jaraguá do Sul desde 1984, casado e pai de duas filhas. Médico neurologista, líder comunitário atuante, voluntário da APAE por mais de 30 anos e médico do SUS aposentado. Foi Vereador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Secretário de Estado da Saúde, atualmente Deputado Estadual em terceiro mandato. Defensor de propostas - especialmente na área da saúde pública - que elevem a qualidade de vida e os indicadores sociais e econômicos de Santa Catarina.

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