Com a eleição de 2026 se aproximando, o patrimônio declarado pelos candidatos começa a chamar atenção. Levantamento com base nos dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra uma Santa Catarina bastante desigual quando o assunto é patrimônio. O sistema oficial reúne as informações declaradas pelos candidatos e permite consultar os bens informados à Justiça Eleitoral.
Entre os 589 candidatos considerados no levantamento, 15 declararam patrimônio superior a R$ 10 milhões, 28 estão acima de R$ 5 milhões, 48 superam R$ 3 milhões, 82 passaram de R$ 2 milhões e 166 declararam mais de R$ 1 milhão. Na outra ponta, 113 candidatos informaram não possuir patrimônio.
No topo da lista aparece o empresário e candidato ao Senado Antídio Lunelli, com impressionantes R$ 613,2 milhões declarados. E Jaraguá do Sul mostra força — ou riqueza — no ranking: três nomes da cidade aparecem entre os dez maiores patrimônios declarados.
O top 10
Antídio Lunelli — R$ 613.221.297,87
Carlinha — R$ 137.500.000,00
Coronel Mocellin — R$ 127.117.823,19
Berlanda — R$ 79.646.511,44
Dalton Lueders — R$ 59.852.043,00
Mattiolo — R$ 38.247.149,00
Marcio Tinte — R$ 31.413.000,00
Carlos Chiodini — R$ 26.711.216,48
Adriano Silva — R$ 22.156.645,69
Carlos Humberto — R$ 18.229.500,00.

Entre os 10 mais ricos de SC, de Jaraguá do Sul, destacam-se Lunelli, Dalton Lueders e Carlos Chiodini, que, somados, representam mais de R$ 699 milhões em patrimônio declarado.
Mas há patrimônio que merece lupa
O ranking, entretanto, precisa ser lido com cautela. Patrimônio declarado não significa necessariamente patrimônio auditado ou valor de mercado dos bens. São informações prestadas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e disponibilizadas no sistema oficial.
Um dos casos que mais chama atenção é o de Carlinha, segunda colocada no levantamento, com R$ 137,5 milhões declarados. A cifra aparece concentrada em participações societárias em empresas. O valor, por si só, não permite concluir que exista irregularidade — qualquer eventual inconsistência precisa ser verificada documentalmente pelas autoridades competentes.
O mesmo cuidado vale para outros valores aparentemente fora da curva. O ranking mostra o que foi declarado, não uma avaliação independente do patrimônio.
Do milionário ao patrimônio zero
O contraste também chama atenção. Enquanto alguns candidatos chegam à casa das centenas de milhões de reais, outros aparecem com patrimônios modestos ou até zerados. O levantamento registra candidatos com valores inferiores a R$ 1 mil e outros com R$ 0,00 declarados.
No caso de nomes conhecidos da política catarinense, os números também variam bastante: João Rodrigues declarou R$ 2,12 milhões, enquanto Carlos Chiodini informou R$ 26,71 milhões.
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No fim das contas, a lista revela uma coisa curiosa: na política catarinense de 2026, há candidato entrando na disputa com patrimônio para comprar uma ilha — e outro declarando que praticamente não tem nem o terreno para montar a barraca. Mas, antes de qualquer conclusão, vale lembrar: o patrimônio é declarado pelo candidato e os números podem sofrer alterações durante o processo eleitoral.