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Cultura

Kasperl retorna às raízes da cultura alemã em apresentação na Igreja Luterana da Barra do Rio Cerro

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Kasperl retorna às raízes da cultura alemã em apresentação na Igreja Luterana da Barra do Rio Cerro
Espetáculo da Cia. Alma Livre resgata tradição do teatro de bonecos em espaço marcado pela história das comunidades luteranas de Jaraguá do Sul

Comunidades luteranas tiveram papel importante na formação cultural e social de Jaraguá do Sul. Além dos encontros religiosos, esses espaços historicamente serviram como centros de convivência, educação e preservação das tradições trazidas pelos imigrantes alemães. É nesse contexto que o espetáculo “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou”, da Cia. Alma Livre, será apresentado neste sábado (20), às 19h30, na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana Barra do Rio Cerro. 


Esta será a quarta e última sessão do espetáculo no município dentro da atual circulação por Santa Catarina, que segue até agosto, com apresentações também em Corupá, Lages e Chapecó.


Todas as sessões contam com intérprete de Libras. Voltadas a crianças e adultos, a montagem resgata a tradição do Kasperl Theater, linguagem popular do teatro de bonecos alemão, em uma proposta contemporânea que combina humor, crítica social e participação do público.


Para a criação do espetáculo, a companhia se inspirou no texto clássico alemão “Os Sacos de Farinha do Rei” (1944), de Gustav Resatz. “Trabalhamos na montagem dessa história há mais de 10 anos. A partir dessa dramaturgia, desenvolvemos uma adaptação para a linguagem atual”, explica a atriz e bonequeira Mery Petty.


Na trama, um reino enfrenta um problema urgente: a fome. O rei convoca Kasperl, personagem popular do teatro de bonecos, para ajudar a garantir a produção de pães. Pelo caminho, ele precisa enfrentar um ladrão que ameaça o estoque de trigo e um diabo disposto a atrapalhar a alimentação da população. Com linguagem irreverente e bem-humorada, a peça aborda temas sociais de forma leve e acessível para diferentes gerações, além de contar com música ao vivo, instrumentos e efeitos sonoros.


A relação da diretora com o teatro de bonecos começou ainda na infância, ao assistir apresentações da imigrante alemã Margarethe Schlünzen, a Móin-Móin, referência pioneira da linguagem em Santa Catarina. “Aquilo me marcou profundamente. Passei a vida brincando de fantoche até descobrir que existia uma linguagem chamada Kasperl Theater”, relembra Mery, coordenadora da Cia. Alma Livre.


Embora tenha raízes históricas, o Kasperl segue atual, tanto na Europa quanto em Santa Catarina. “O Kasperl tem uma presença histórica importante no nosso estado, principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, com a chegada de imigrantes alemães. Na Alemanha, ele nunca deixou de ser atual”, destaca.


O projeto é realizado pela Cia. Alma Livre por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do Governo do Estado de Santa Catarina, com aprovação da Fundação Catarinense de Cultura e incentivo das empresas Grupo Tigre, Urbano Alimentos e Grupo Kyly.


Sobre a companhia


A Cia. Alma Livre está ligada à tradição do teatro popular de formas animadas, com atuação marcada por pesquisas contínuas em técnicas de animação, criação de dramaturgias próprias e montagem de espetáculos que dialogam de forma direta com o público.


Com sede em Jaraguá do Sul (SC), o grupo é liderado por Mery Petty e conta com a atuação de Nicoli Pereira e Vinícius da Cunha.


Ao longo da trajetória, a companhia consolidou um repertório com sete espetáculos, voltados a diferentes públicos, além de diversas temporadas de circulação que contribuem para a difusão do teatro em Santa Catarina.


Mini bio dos atores


Mery Petty

Atriz, diretora e professora de teatro, Mery Petty nasceu em Jaraguá do Sul (SC) e construiu uma trajetória consolidada nas artes cênicas, com atuação contínua desde a década de 1980. É graduada em Educação Artística (FURB) e bacharel em Artes Cênicas pela mesma instituição.

Fundadora e coordenadora da Cia. Alma Livre, atua como atriz bonequeira, diretora e produtora, com foco na pesquisa do teatro de formas animadas, especialmente no teatro de bonecos de luva.

Com mais de quatro décadas de atuação, desenvolve trabalhos na área teatral desde 1987, com forte vínculo com a SCAR, além de experiência em arte-educação e formação de público. Também atuou como conselheira do Conselho Municipal de Cultura de Jaraguá do Sul e participou de instâncias representativas do setor cultural em Santa Catarina e no Brasil.

É filiada à Federação Catarinense de Teatro (FECATE), à Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB) e à União Mundial de Marionetistas (UNIMA).

Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos por sua trajetória artística, incluindo moção de aplausos da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul e o Prêmio Mérito Cultural Paulo Gustavo, em âmbito municipal e estadual, em 2023.

 

Nicoli Pereira

Atriz, bonequeira, professora e diretora, Nicoli Pereira é bacharel em Artes Cênicas pela FURB (2006) e atua profissionalmente desde 1998. A partir de 2004, passou a se dedicar também ao teatro de bonecos, direção e formação de atores.

Com forte atuação em Jaraguá do Sul (SC), coordena o Curso Livre de Teatro da SCAR, onde leciona desde 2009. Ao longo da carreira, participou de cerca de 30 espetáculos como atriz e dirigiu mais de 60 montagens, consolidando trajetória relevante na cena teatral catarinense.

Integra a Cia. Alma Livre e já participou de circuitos estaduais e nacional do SESC, com destaque para os projetos Em Cena Catarina, Baú de Histórias e Palco Giratório. Também acumula participação em mais de 50 eventos, entre mostras e festivais no Brasil, além de uma edição internacional no Chile.

Foi premiada com destaque pelo espetáculo “O Patinho Feio” na mostra Paschoal Carlos Magno, do Festival Universitário de Teatro de Blumenau, e mantém formação contínua por meio de cursos e oficinas nas áreas de atuação, direção e manipulação.


 

Vinícius da Cunha

Ator, professor, produtor e iluminador, Vinícius da Cunha é licenciado em Teatro (2023) e em História pela UNIVILLE, além de possuir pós-graduação em Gestão pela Fundação Dom Cabral.

Com cerca de 20 anos de atuação, integra a Cia. Alma Livre (Jaraguá do Sul), a Cia. Rústico Teatral (Joinville) e o grupo Cafuné Histórias (Schroeder). Ao longo da carreira, participou de 11 espetáculos teatrais e de produções audiovisuais, além de desenvolver projetos de arte-educação voltados ao público infantojuvenil.

Entre as experiências, destaca-se a participação em circuitos do SESC Santa Catarina, como os projetos Baú de Histórias e Em Cena Catarina, além de atuação em festivais e mostras pelo país.

Foi indicado a melhor ator no Festival Internacional de Uruguaiana, em 2019, pela atuação no espetáculo “Um Inimigo do Povo”, da Cia. Rústico Teatral.

Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

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