Maria do Rosário parece ter um talento especial: onde ela está, dificilmente falta confusão. Desta vez, a deputada voltou aos holofotes ao aparecer no plenário com uma plaquinha — algo que o regimento não permite — e, na sequência, ainda teria chamado Júlia Zanatta (PL-SC) de "nazista". Bastou isso para o ambiente pegar fogo.
É curioso como alguns parlamentares parecem acreditar que um rótulo resolve qualquer discussão. Em vez de argumentos, vale um adjetivo forte; em vez de debate, uma cena de impacto. Afinal, isso rende muito mais cliques, manchetes e vídeos nas redes sociais.
Enquanto isso, inflação, segurança, saúde e os demais problemas do país aguardam educadamente a vez de entrar em pauta. Mas quem disse que resolver problemas dá tanta visibilidade quanto protagonizar um bate-boca?
No fim das contas, Maria do Rosário fez exatamente o que já virou sua marca registrada: transformou mais uma sessão em espetáculo. O contribuinte, que financia toda essa encenação, fica na plateia assistindo a mais um capítulo da velha novela de Brasília — aquela em que o roteiro muda pouco, os atores são os mesmos e o final nunca surpreende.