O Paraná Pesquisas, que nos últimos anos virou referência pelos bons resultados nas urnas, não está preocupado com o “Selo de Acerto” proposto pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques. Pelo contrário: o presidente do instituto, Murilo Hidalgo, gostou da ideia e acredita que reconhecer quem acerta é muito melhor do que apenas criar punições para quem erra. No bom português, a proposta é separar os bons dos ruins e dar mais valor a quem faz pesquisa com responsabilidade.
A discussão agora é definir as regras do jogo. Os institutos têm até esta sexta-feira (17) para enviar sugestões ao TSE, e Hidalgo defende critérios bem definidos, principalmente para evitar que pesquisas antigas, feitas dois ou três meses antes da eleição, tenham o mesmo peso de levantamentos mais próximos da votação. Enquanto isso, ganha força no mercado a ideia de uma autorregulamentação do setor, no estilo do Conar da publicidade, para trazer mais transparência e confiança às pesquisas eleitorais.