A Polícia Civil de Jaraguá do Sul esclareceu em menos de dois dias o assassinato do empresário Dirson Cardoso, de 58 anos, encontrado sem vida dentro de um carro na Via Verde, no bairro Ilha da Figueira. A principal suspeita, uma mulher de 60 anos, admitiu ter cometido o crime durante depoimento prestado à Delegacia de Investigações Criminais (DIC).
De acordo com o delegado Caléu Mello, a rapidez na resolução do caso chamou a atenção até mesmo da equipe responsável pela investigação.
As diligências começaram logo após a localização do corpo. Os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança e levantaram informações sobre a rotina e os relacionamentos da vítima. A partir desse trabalho, chegaram a pessoas que poderiam ter ligação com o crime.
Uma das provas consideradas fundamentais mostrou a suspeita logo após o homicídio. Nas imagens, ela aparece trocando de roupa nas proximidades da Via Verde e guardando as peças utilizadas em uma bolsa antes de deixar o local em um veículo.
Com a identificação da mulher, os policiais conseguiram localizá-la e levá-la para prestar esclarecimentos. Durante o interrogatório, ela confessou o assassinato e relatou detalhes sobre o planejamento e a motivação do crime.
Segundo a investigada, ela manteve um relacionamento romântico com Dirson Cardoso por cerca de 20 anos. Conforme seu depoimento, a convivência era marcada por constantes conflitos e desgastes ao longo dos anos.
A Polícia Civil apurou que a mulher marcou um encontro com o empresário na Via Verde e aproveitou a confiança existente entre os dois para colocar o plano em prática. Ainda conforme a investigação, ela utilizou um revólver registrado em nome do ex-marido, que não possui qualquer participação no caso.
Durante o encontro, a suspeita teria criado uma situação que não despertasse desconfiança da vítima e efetuado dois disparos dentro do veículo, atingindo o empresário fatalmente.
Em depoimento, a mulher afirmou que decidiu cometer o crime para encerrar definitivamente os problemas e desentendimentos que, segundo ela, vinham se acumulando há mais de duas décadas.
Após a confissão, a suspeita foi presa e autuada por homicídio. A Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão em preventiva. O caso agora seguirá para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, que irão definir se a mulher permanecerá presa durante o andamento do processo.
Segundo a polícia, a investigada não possui antecedentes criminais.