O fim da escala 6x1 foi apresentado como uma grande conquista para os trabalhadores brasileiros. Entretanto, a promessa de dois dias de descanso semanal não alcança todos os profissionais da mesma maneira.
Servidores públicos estatutários, autônomos e MEIs que trabalham por conta própria não são diretamente abrangidos pelas novas regras trabalhistas. Já ocupantes de cargos de confiança e empregados de alta remuneração podem continuar sujeitos a regimes diferenciados de jornada.
Petroleiros, aeronautas, aeroviários, aquaviários e profissionais de saúde em regime de plantão também poderão ter escalas especiais, enquanto empresas de pequeno porte e contratos terceirizados poderão exigir adaptações.
É importante esclarecer que regimes diferenciados não significam, necessariamente, exclusão do direito ao descanso.
A questão é que a promessa de uma mudança simples e abrangente esbarra agora na complexidade da legislação trabalhista e nos custos de sua implementação. A carruagem eleitoral prometida aos trabalhadores corre o risco de virar abóbora quando chegar a hora da regulamentação.