Mark Zuckerberg estava inspirado ontem. O CEO da Meta abriu o evento Connect 2026 direto do Menlo Park, na Califórnia, com o objetivo de criar um “smart glasses moment”.
O CEO apresentou novos modelos dos óculos inteligentes da Meta, reforçando o recado de que o produto é a porta de entrada da inteligência artificial nas atividades do dia a dia. Os dois principais lançamentos foram:
O Meta VR Glasses, um óculos de realidade virtual bem mais leve que os anteriores, foi a estrela da noite. Ele tem controle por olhar e gestos — similar ao Vision Pro da Apple — e uma tela 5K que permite várias janelas virtuais simultâneas, para transformar qualquer mesa em um escritório.
Integração do Muse, assistente pessoal de AI da Meta, aos óculos. A ferramenta vai gerar mais autonomia e permitir agir com base no que a pessoa está olhando, desde de identificar um produto a ler uma lista de compras.
O evento marca a tentativa da Meta de se consolidar cada vez mais como fabricante de hardware (aparelhos) e não só software (sistemas e plataformas). Pense que a empresa está correndo na frente de rivais como Google, OpenAI e até a própria Apple.
O investimento — e o prejuízo — tem sido pesado para isso. O Reality Labs, divisão de hardware da Meta, registrou um prejuízo operacional de US$ 4,62 bilhões no 2tri de 2026, elevando o total acumulado desde o fim de 2020 a cerca de US$ 88 bilhões.
A maioria dos produtos anunciados no evento deve ser lançada no 1° semestre de 2027. Veja aqui a lista de todos os anúncios, feita pelo próprio @zuck (incluindo o “tamagotchi” da Meta). Outras novidades ainda serão divulgadas hoje.