O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3). Na apuração consultada nesta quarta-feira (4), o bloco democrata alcançou 51 das 100 cadeiras, número necessário para controlar a Casa. A contagem inclui dois senadores independentes aliados ao partido.
O avanço ocorreu com a conquista de vagas republicanas na Carolina do Norte, Carolina do Sul, Texas, Ohio, Kansas e Iowa. Os democratas também preservaram cadeiras importantes, como as da Geórgia e de Nova Hampshire. Os republicanos chegaram à eleição com uma maioria de 53 a 47 no Senado.
Na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados brasileira, a imprensa americana também projetou vitória democrata. O total final de representantes de cada partido, porém, permanecia em aberto. Todas as 435 cadeiras estavam em disputa, e são necessárias 218 para formar maioria.
O resultado enfraquece o presidente Donald Trump no Congresso. Com maioria, os democratas poderão dificultar a aprovação de propostas do governo e ampliar investigações sobre a administração. No Senado, também terão maior influência sobre a confirmação de autoridades e juízes indicados pelo presidente. Trump mantém o poder de vetar projetos aprovados pelos parlamentares.
A insatisfação com o custo de vida e com a guerra no Irã marcou a votação. As dificuldades econômicas ajudaram a tornar competitivas disputas em estados considerados favoráveis aos republicanos.
Antes da votação, o modelo do Decision Desk HQ, divulgado pelo The Hill em 2 de novembro, estimava uma composição de 52 cadeiras para o bloco democrata e 48 para os republicanos no Senado, além de 241 democratas e 194 republicanos na Câmara. Esses números são estimativas anteriores à eleição e ainda não representam o resultado final da apuração.
Érik Borges / TN Sul