O músico Ian Fronza, baixista da banda jaraguaense Appaloosa, morreu nesta quinta-feira (5). A notícia foi comunicada pelo próprio grupo, que utilizou as redes sociais para prestar uma homenagem e se despedir do amigo.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, Ian sofreu uma parada cardíaca decorrente de uma instabilidade hemodinâmica.

Após a confirmação da morte, os integrantes da Appaloosa publicaram uma mensagem ressaltando o papel de Ian na história da banda e os momentos construídos juntos ao longo da caminhada musical.

Na publicação, o grupo destacou que a relação com o baixista ia muito além dos palcos e dos ensaios, lembrando a amizade e os laços criados durante a trajetória. Os músicos também expressaram pesar e enviaram condolências aos familiares e amigos.
A homenagem terminou com uma mensagem de carinho e reconhecimento, afirmando que a música deixada por Ian permanecerá viva na memória de todos que conviveram com ele.
Uma trajetória que levou o rock de Jaraguá para outros lugares
Ian integrava a Appaloosa, banda de rock formada em Jaraguá do Sul que ganhou visibilidade com suas composições próprias e apresentações dentro e fora de Santa Catarina.
Um dos primeiros passos do grupo foi o lançamento do single “Alice”, que chegou ao público brasileiro e norte-americano, conquistando espaço inclusive em emissoras de rádio do Texas.
O trabalho também despertou o interesse de nomes conhecidos do cenário internacional, entre eles a banda Blackberry Smoke e Stephen Stills, músico que fez parte do consagrado grupo Crosby, Stills & Nash.
Ao longo da carreira, a Appaloosa realizou apresentações em mais de 15 municípios catarinenses, além de shows no Paraná. Em 2023, o grupo lançou três novas músicas, sendo que duas contaram com a participação do músico Rick Ferreira, que já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Raul Seixas, Erasmo Carlos e Roupa Nova.
A formação era composta por Vini, nos vocais; Ian, no baixo; Lê, na guitarra; e Bruno, na bateria.
Com a proposta de fortalecer o rock autoral produzido na região e alcançar novos públicos, a banda vinha construindo uma trajetória que ultrapassou as fronteiras de Jaraguá do Sul. Agora, a história de Ian permanece marcada nas músicas, nos palcos e nas lembranças daqueles que dividiram essa caminhada com ele.