A emoção marcou o reencontro de Luciano Hang com uma história que o empresário acompanha desde 2025. Dono da Havan, ele visitou nesta segunda-feira, 2, a jovem Thalita Valter de Carvalho, de 21 anos, em sua casa, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME), ela passou os últimos 21 anos vivendo no Hospital Jaraguá e chegou à residência da família na última sexta-feira, 30.
Durante a visita, Hang conheceu de perto a estrutura preparada pelos pais para receber a filha depois de mais de duas décadas de cuidados hospitalares. O empresário não conteve a emoção ao ver as adaptações e a dedicação da família para tornar a mudança possível.
O encontro foi registrado em um vídeo publicado nas redes sociais de Hang. Nas imagens, ele aparece ao lado de Thalita e dos familiares, destacando o esforço dos pais para proporcionar à jovem a oportunidade de viver em casa.
“É uma dedicação. Emociona qualquer um. Parabéns por tudo o que vocês fizeram e o exemplo que vocês dão para as pessoas, para os pais, para todo mundo”, declarou o empresário.
A aproximação começou em fevereiro de 2025, quando Luciano Hang conheceu a história de Thalita e dos pais, Edvaldo Jorge de Carvalho, funcionário da Havan há cinco anos, e Jeane.
Sensibilizado com a trajetória da família, o empresário fez uma doação de R$ 50 mil para ajudar na adaptação da residência. Ele também contribuiu na divulgação de uma campanha nacional de arrecadação de recursos para custear os equipamentos e a estrutura necessária aos cuidados da jovem.
A preparação da casa levou meses. Os pais decidiram que Thalita só deixaria o hospital quando o imóvel estivesse totalmente adaptado para oferecer segurança e conforto.
“Eu não teria tirado ela do hospital se não estivesse tudo certo e confortável. Foi uma decisão muito bem pensada, planejada para acontecer com todo o cuidado e carinho”, explicou Jeane.
Durante mais de duas décadas, a rotina da família foi marcada pela permanência no hospital. Os pais acompanhavam Thalita de perto e faziam questão de celebrar datas especiais, como aniversários, Natal e Páscoa, dentro da unidade de saúde.
Diagnosticada com AME, a jovem tem limitações motoras e não consegue falar. Apesar disso, compreende o que acontece ao seu redor e se comunica por meio de sons e expressões do olhar.
A mudança para casa também representa a realização de um desejo da família. Segundo a mãe, a decisão foi planejada com cuidado para que Thalita pudesse conhecer a própria residência.
“Uma pessoa com AME viver 21 anos já superou muito as expectativas. Mas nós também não nos sentiríamos confortáveis se ela partisse sem ter conhecido a própria casa”, afirmou Jeane.
Ao compartilhar a visita, Hang também resumiu a emoção do encontro em poucas palavras: “Sem palavras”.