O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou o resultado das eleições presidenciais após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o segundo turno, realizado neste domingo (25). Em manifestações nas redes sociais, o parlamentar colocou em dúvida a legitimidade do pleito e afirmou que não reconhece o petista como presidente.
Em publicação no X, antigo Twitter, Nikolas criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a prorrogação do horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas às 17h, diante de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.
“Mudar a regra do jogo no meio dele não é democrático. Que tudo seja esclarecido. Até lá, Lula não é meu presidente”, escreveu o deputado.
O parlamentar também questionou o crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno. Segundo Nikolas, o petista recebeu cerca de 11 milhões de votos a mais na segunda etapa e ampliou sua votação em todos os estados brasileiros.
“Redução na abstenção não explica o fenômeno. Todos os votos dos outros candidatos teriam que ir pro Lula. Qual a chance?”, questionou.
Prorrogação do horário de votação gerou críticas
A decisão de estender o horário de votação foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após relatos de dificuldades no deslocamento de eleitores em diferentes regiões do país.
A medida foi alvo de críticas de Nikolas e do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno. Flávio também anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do resultado eleitoral.
No entanto, a ampliação do horário ocorreu após solicitações das campanhas dos dois candidatos. Enquanto a equipe de Lula pediu a extensão em âmbito nacional, a campanha de Flávio apresentou pedido para municípios específicos.
Lula venceu o segundo turno
Lula foi reeleito presidente da República ao obter 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Com a vitória, o petista garantiu um novo mandato à frente do governo federal. As manifestações de Nikolas Ferreira e de Flávio Bolsonaro ocorreram após o resultado desfavorável ao candidato do PL.