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Prefeita de SC joga livros no lixo por ter conteúdo sexual para crianças: “porcaria”

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Prefeita de SC joga livros no lixo por ter conteúdo sexual para crianças: “porcaria”

A prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel Hoppe (PL), no Planalto Norte, publicou vídeo nas redes sociais onde joga livros no lixo. A publicação que repercutiu foi feita nesta quarta-feira (18). Segundo a prefeita, os livros teriam conteúdo sexual, inadequado para as crianças.

Os livros, que fazem parte do programa Mundoteca do Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, estavam em uma biblioteca do município. A chefe do executivo diz que o conteúdo dos livros “induz a coisa que não são dos valores que a gente acredita”.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC), mas não teve retorno. O ministério publicou em 2016 que não havia que não produziu, adquiriu ou distribuido o livro (confira o texto no final da matéria). O espaço segue aberto para posicionamento.

“Não é o que a família quer que ele aprenda, não é o que realmente uma criança ou até um adolescente precisam ler numa biblioteca. Aqui em Canoinhas, a gente jogou esse tipo de porcaria no lixo”.

https://www.youtube.com/watch?v=sqoLwAqmEsI

Juliana pede no vídeo que outros prefeitos verifiquem se possuem esses livros em suas bibliotecas. “Façam a limpa se vocês têm Mundoteca na cidade de vocês”.

Na gravação, a chefe do executivo municipal joga livros no lixo, mas destaca que “eu jamais jogaria um livro no lixo, mas essa porcaria numa biblioteca aqui do nosso município, não vai ter mais não”.

Vereadora usou tribuna para falar sobre o conteúdo sexual dos livros

Antes da prefeita Juliana jogar livros no lixo no vídeo publicado nas redes sociais, a vereadora Tati Carvalho (MDB), havia usado tribuna da Câmara de Vereadores de Canoinhas para denunciar o conteúdo dos livros. Durante a fala, a vereadora diz que os livros tratam sobre assuntos relacionados a sexo: “Olha só: como se beija, tipos de beijo. Esse é só o começo a preocupação desses pais”.

Conforme a denúncia, pelo menos dois livros tem imagens do corpo humano e desenhos de personagens sem roupa.

Segundo a parlamentar, a biblioteca é aberta a todas as idades e as crianças poderiam ter contato com o conteúdo. Ela fez um requerimento para que os livros fossem separados dos demais, para que as crianças não tivessem acesso.

Redação Revista Nossa

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