Vários candidatos jovens foram eleitos nesta eleição com um número expressivo de votos. Os principais responsáveis parecem não ter sido os panfletos ou cabos eleitorais, mas as redes sociais.
Entre os deputados eleitos, nomes com menos de 30 anos e milhares de seguidores ficaram entre os mais votados do país. Para se ter ideia, apenas sete deputados desse grupo possuem juntos +15M de seguidores no Instagram.
Entre eles, estão nomes como Lucas Pavanato (PL), com 28 anos e +3 milhões de votos, e Ana Elisa (PT), com 21 anos e +524 mil votos.
Até o momento, a direita parece ter dominado mais esse jogo. Entre os 10 deputados federais e 10 estaduais mais votados com até 30 anos, 35% são do PL e 20% são do PT. Apenas 3 reels dos últimos reels do Pavanato já acumulam +9,3M de visualizações.
Do outro lado, a esquerda não quer mais ficar para trás e busca estratégias para crescer no ambiente digital. Na tarde de ontem, a campanha do Lula organizou uma reunião com jovens que tiveram votação expressiva no domingo — como Ana Elisa (PT) e Guilherme Cortez (PSOL).
Após a reunião — e orientado pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT) —, o presidente gravou uma série de reels de campanha em formato de selfie, que já somam +23 milhões de visualizações.
A controvérsia: Ao mesmo tempo que a tendência diminuiu a dependência da TV e do fundão eleitoral para novos nomes surgirem, ela levanta dúvidas sobre uma política voltada ao espetáculo e cortes.
As estratégias digitais podem ser decisivas nesta eleição ao atrair votos de jovens. Isso porque a participação de eleitores entre 21 e 34 anos caiu de 28,01% em 2022 para 25,85% neste ano.