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Empresas familiares e relação entre mães e filhas marcam negócios do varejo de moda infantil no Sul

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Empresas familiares e relação entre mães e filhas marcam negócios do varejo de moda infantil no Sul
Dados da PwC mostram que no Brasil, 90% das empresas são familiares, porém, apenas 24% possuem um plano de sucessão estruturado. O aprimoramento do planejamento, da governança e da organização contribui significativamente para a continuidade desses n

A presença de mães e filhas à frente de lojas de moda infantil tem chamado atenção em encontros com lojistas realizados em diferentes regiões do país, principalmente no Sul, onde os negócios familiares aparecem com mais frequência e fazem parte da história de muitas empreendedoras do setor.


A percepção surge a partir das conversas conduzidas pela empresária Marli Forlin com lojistas do varejo infantil. Ao lado da filha, Tálita Forlin Rincaweski, ela compartilha experiências construídas ao longo da trajetória da empresa e conduz reflexões sobre liderança, sucessão, continuidade dos negócios e os desafios de empreender em família. “Muitas mulheres chegam nesses encontros carregando o peso de tocar a loja, cuidar da família, tomar decisões e ainda lidar com a insegurança de achar que não estão prontas. O que a gente leva para elas é justamente essa visão de essência, liderança e autenticidade. A sucessão também passa por isso. Não acontece só no papel, ela começa na convivência, na confiança e na preparação das pessoas que vão seguir o negócio”, afirma Marli.


Dados da PwC mostram que no Brasil, 90% das empresas são familiares, porém, apenas 24% possuem um plano de sucessão estruturado. O aprimoramento do planejamento, da governança e da organização contribui significativamente para a continuidade desses negócios entre gerações.


Nos encontros, esse tema aparece de forma recorrente nas falas das próprias lojistas. Silvana e Beatriz participaram juntas de uma das edições e relatam que a identificação com a história compartilhada durante a conversa foi imediata. “Estar com a minha filha em um encontro como esse foi muito emocionante. A gente percebe que os desafios fazem parte da caminhada e que não acontecem só com a gente”, afirmam.


A lojista Maria também destaca a importância do incentivo e da troca de experiências entre mulheres que vivem a rotina do comércio. “A gente tem medo, mas vai com medo mesmo. O importante é seguir, aprender e ter coragem para dar o próximo passo”, diz.


Além da trajetória compartilhada por Marli, Tálita contribui com uma visão prática do varejo atual, trazendo insights sobre posicionamento, experiência de loja, comportamento do consumidor e integração entre físico e digital. A combinação entre experiência e renovação é um dos pontos que mais gera identificação entre as participantes, especialmente entre empresas conduzidas por diferentes gerações da mesma família.

Redação Revista Nossa

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