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Caso da mulher que matou marido e escondeu corpo no freezer tem atualização na justiça

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Caso da mulher que matou marido e escondeu corpo no freezer tem atualização na justiça
Na época, a mulher foi denunciada pelo MPSC por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por asfixia, pois teria dopado o marido com medicamentos de rotina para que ele dormisse, amarrado os pés e as mãos dele para que n

Cláudia Hoeckler, condenada a 20 anos de prisão pela justiça catarinense por matar o marido e esconder o corpo no freezer em Lacerdópolis, no Oeste de Santa Catarina, teve a pena mantida pelo Tribunal de Justiça. Recursos interpostos pelo Ministério Público e pela defesa da mulher foram analisados, mas julgados improcedentes e a sentença não foi alterada.


O MP pedia o aumento da pena para a ré. Segundo o órgão, a personalidade e a culpabilidade da ré, assim como as consequências do crime e todo o conjunto probatório, que engloba a premeditação, a frieza e a projeção midiática do caso, deveriam ser valorados negativamente. O pedido, porém, foi indeferido.


A defesa, por sua vez, pedia a anulação do julgamento. O TJ analisou o recurso, mas também o julgou improcedente. Segundo o judiciário, a decisão tomada pelos jurados, em sessão ocorrida entre os dias 28 e 29 de agosto de 2025, na Câmara de Vereadores de Capinzal, foi respaldada por uma das versões plausíveis apresentadas em plenário, ou seja, a acusação sustentada pelos Promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi.


Desta forma, Cláudia Hoeckler, de 43 anos, seguirá cumprindo a pena de 20 anos e 24 dias, pelos crimes de homicídio qualificado, por asfixia e recurso que dificultou a defesa, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, atenuada pela confissão.


Ela segue presa em regime fechado.


Relembre o caso


A rotina do pequeno município de Lacerdópolis mudou para sempre em 19 de novembro de 2022, quando o corpo de um homem dado como desaparecido por cinco dias foi encontrado congelado dentro do freezer da própria casa, embaixo de alimentos e bebidas, com pés e mãos amarrados. O fato chocou os pouco mais de 2.200 moradores, que não viam um homicídio havia 30 anos e aguardavam ansiosos por notícias.


No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, a esposa, que havia participado das buscas, publicou um vídeo nas redes sociais confessando o assassinato, sob a alegação de que sofria violência doméstica. Porém, as evidências apontaram para outra direção, afinal, pessoas próximas relataram que o casal convivia harmoniosamente, e mensagens trocadas pelo WhatsApp corroboraram o fato.


Na época, a mulher foi denunciada pelo MPSC por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por asfixia, pois teria dopado o marido com medicamentos de rotina para que ele dormisse, amarrado os pés e as mãos dele para que não se mexesse e colocado uma sacola plástica na cabeça para que parasse de respirar.


Após esconder o corpo no freezer, ela viajou com amigas para participar de um encontro com grupo de professoras em Abdon Batista. Para a polícia, afirmou que planejou o assassinato no dia anterior, quando disse que iria viajar e foi ameaçada pelo marido. A acusada foi presa depois que o crime foi descoberto em 2022 e teve a liberdade provisória concedida ano seguinte. Contudo voltou a ser presa em 2024 depois que a Justiça entendeu que ela descumpriu medidas cautelares e permaneceu presa até o dia da condenação.


Posteriormente, ela foi julgada e condenada pelo Tribunal do Júri, em uma sessão de dois dias de duração.

Redação Revista Nossa

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