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Seguro automóvel em ano eleitoral: quando a adesivação também exige atenção ao risco

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Seguro automóvel em ano eleitoral: quando a adesivação também exige atenção ao risco
Em um cenário de constantes mudanças na utilização dos veículos, informação e transparência continuam sendo as melhores ferramentas para evitar surpresas quando mais se precisa da proteção

Em períodos eleitorais, as ruas ganham novas cores, os veículos passam a circular com adesivos e identificações de candidatos e a rotina de muitas pessoas muda. O automóvel, que normalmente é utilizado para deslocamentos pessoais ou profissionais, pode assumir uma nova função durante uma campanha.


É justamente nesse ponto que surge uma questão que merece atenção: a forma de utilização do veículo continua sendo a mesma informada à seguradora no momento da contratação?


A adesivação, por si só, não significa automaticamente que o veículo deixará de estar coberto pelo seguro. O ponto de atenção está no contexto em que esse veículo passa a ser utilizado. Um automóvel originalmente enquadrado para uso particular, por exemplo, pode começar a realizar deslocamentos frequentes para atividades de campanha, transportar pessoas, materiais ou equipamentos, ou permanecer constantemente em locais de grande concentração de público.


Para o mercado segurador, essas mudanças podem representar uma alteração na exposição ao risco.


É importante compreender que o seguro é estruturado a partir de informações utilizadas para avaliar a probabilidade e a severidade de determinados eventos. Finalidade de uso, perfil de utilização, região de circulação, tipo de atividade e características do veículo são elementos que ajudam a seguradora a estabelecer as condições da contratação.


Por isso, durante o período eleitoral, o segurado deve ter atenção não apenas ao adesivo colocado no veículo, mas principalmente à finalidade para a qual esse veículo está sendo utilizado.


Essa orientação é especialmente importante para empresas, candidatos, profissionais envolvidos em campanhas e pessoas que disponibilizam seus veículos para atividades eleitorais.


O corretor tem um papel fundamental nesse processo: mais do que apresentar uma cotação, deve compreender a realidade do cliente, identificar mudanças na exposição e orientar sobre a necessidade de adequação do seguro.


Em seguros, pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença. O que parece apenas uma adesivação pode estar inserido em uma mudança muito maior na utilização do veículo.


O seguro deve acompanhar a realidade do risco — e não apenas aquilo que foi informado no momento da contratação.


Em um cenário de constantes mudanças na utilização dos veículos, informação e transparência continuam sendo as melhores ferramentas para evitar surpresas quando mais se precisa da proteção.


Por isso, antes de adesivar, disponibilizar ou utilizar um veículo de maneira diferente durante o período eleitoral, converse com seu corretor. Prevenir uma inconsistência no enquadramento do risco é sempre mais simples do que discutir uma cobertura depois que o sinistro aconteceu.

Suzana Souza

Suzana Souza

Sócia na Z Seguros Jaraguá, com 12 anos de experiência no mercado segurador e mais de 10 mil clientes atendidos

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