O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em uma manobra firme pela defesa do Estado Democrático de Direito, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento imediato do procurador-geral Paulo Gonet do caso que envolve as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Esta movimentação reflete a insatisfação da advocacia com os excessos institucionais e a necessidade urgente de garantir a neutralidade processual em um momento de alta polarização, evidenciando a eterna batalha contra o que se tornou o judiciário intervencionista.
A petição sustenta que Gonet não pode atuar como fiscal da lei neste episódio delicado – revelado por André Mendonça no dia 1º de setembro – pois foi pessoalmente intimado por Fachin para prestar esclarecimentos sobre a apuração contra a Polícia Federal. A OAB argumenta que essa proximidade compromete sua isenção, sugerindo que o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand assuma a condução da análise dos fatos, especialmente após Gonet defender a anulação do relatório sob a alegação de avanço ilegal contra as prerrogativas constitucionais de Moraes.
Mas a crítica não se limita ao PGR; a OAB, com a criação de uma comissão especial, está mirando toda a estrutura ministerial. A entidade demandou a instauração de investigações para apurar eventuais infrações penais sem distinção de cargo – um pedido que ecoa o desejo por mais rigor contra os poderes da República –, e reforçou o clamor pelo arquivamento definitivo de inquéritos "de duração indefinida", notadamente o Inquérito 4.781 das Fake News, que se arrasta há sete anos.
Ao exigir acesso irrestrito a todos os elementos de prova, relatórios de inteligência e decisões sigilosas, a OAB demonstra sua insatisfação com a discricionariedade do STF. Essa postura institucional é um alívio para o campo da direita, que acompanha as ações de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira com aprovação, pois ela busca forçar a celeridade na elucidação dos fatos, assegurando que os ministros, especialmente aqueles sob fogo cruzado como Alexandre de Moraes, sejam submetidos à devida fiscalização por meio da investigação regular.