Às vésperas do aniversário de 25 anos do atentado de 11 de setembro, a cidade de NY divulgou +170 mil páginas de documentos reveladores. O conteúdo mostrava que as autoridades enganaram moradores sobre os níveis de qualidade do ar após o ataque.
???? Os documentos: O material fazia parte de 68 caixas sobre o atentado que a prefeitura afirmou não terem sido localizadas até 2025 — mesmo com milhares de pedidos formais de acesso à informação apresentados durante anos.
Explicando… Depois do atentado, a qualidade do ar na região ficou prejudicada devido à contaminação por amianto. Segundo a prefeitura de Nova York, autoridades da cidade sabiam do problema logo nas primeiras semanas. Mesmo assim, eles disseram à população que era seguro respirar e permanecer por lá.
Acontece que a falta de alertas de saúde fez pessoas voltarem à área cedo demais e causou exposição tóxica. O impacto apareceu primeiro entre quem trabalhou no resgate:
Para se ter ideia, o número de bombeiros mortos por doenças ligadas à exposição tóxica já chegou a 453 — superando os 343 que morreram no dia do próprio ataque.
Entre policiais da NYPD, 377 morreram por doenças relacionadas ao 11/09, mais de 16x o número de agentes mortos em serviço durante os ataques.
A dimensão do problema: O programa federal que monitora vítimas já registrou +9 mil mortes entre pessoas acompanhadas desde os ataques — número maior que os 2.977 mortos no dia, embora as autoridades ressalvem que essa conta inclui óbitos por qualquer causa.
A prefeitura de Nova York destinou US$ 34 milhões do orçamento para criar e manter um portal público com os documentos, e a administração atual afirma que ainda pretende divulgar milhões de páginas adicionais ao longo do próximo ano.