Na próxima semana, estudantes russos a partir dos 13 anos vão ter aulas obrigatórias sobre manuseio de armas e sobrevivência em zona de guerra. Essa é a maior reforma do currículo escolar do país desde os tempos soviéticos.
O novo currículo exige que metade das aulas semanais sejam dedicadas ao treinamento militar básico, além de ensinar o funcionamento de metralhadoras, granadas e tanques.
Déjà vu? Após a 2a Guerra Mundial, a União Soviética implementou treinamento militar nas escolas, para “evitar que uma nova guerra se repetisse”. A diferença é que o treinamento deixou de ser prevenção e passou a preparar diretamente para ele.
O que está por trás disso: O Kremlin já sustenta a guerra na Ucrânia há quase 5 anos. Agora, o país precisa repor suas tropas em um ritmo que a formação tradicional não dá conta sozinha.
Para se ter ideia, o orçamento para "educação patriótica" bateu recorde este ano, sendo 20x maior do que em 2021. Além disso, 95% das escolas já promovem eventos ligados à guerra na Ucrânia.
Zoom out: No país, embora todo russo de 18 anos seja obrigado a cumprir um ano de serviço militar, o exército não pode enviá-los diretamente para a Ucrânia. Ainda assim, instrutores costumam fazer os jovens assinarem contratos logo no início do treinamento, o que os torna elegíveis para o front.