Empresas ligadas à fabricante catarinense do energético Baly são investigadas na Operação Labirinto Fiscal, deflagrada nesta quinta-feira (20) pelo Gaeco. Segundo apuração da Exame, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Tubarão e Manaus. A ação investiga possíveis crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.
A suspeita é de que insumos tenham sido superfaturados em negociações entre empresas ligadas ao mesmo grupo. Os valores maiores teriam sido usados para aumentar indevidamente créditos de ICMS. A Secretaria de Estado da Fazenda estima que o possível prejuízo aos cofres públicos ultrapasse R$ 500 milhões.
A Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia afirmou em nota ter recebido a operação com surpresa e declarou que cumpre a legislação tributária. O advogado da Fruts e da Bebidas Grassi, engarrafadora da Baly, disse à revista EXAME que não houve bloqueio de bens e que os documentos recolhidos servirão para analisar as transações entre as empresas.
O portal TN Sul tentou contato com a Baly, mas ainda não recebeu resposta.