Há um momento da vida em que tudo parece chegar rápido demais e se torna difícil distinguir o que é silêncio e o que é ruído. É a partir dessa inquietação que a Companhia de Dança SCAR apresenta seu novo espetáculo, AI – Adolescência Intrusiva. A apresentação acontece neste sábado (30), às 20 horas, no Pequeno Teatro do Centro Cultural.
Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) pelo site da TicketCenter (https://b09b.short.gy/AdolescenciaIntrusiva) ou na bilheteria da SCAR.
Conforme o diretor e coreógrafo da companhia, José Kniss, a ideia do espetáculo surgiu da necessidade de trabalhar com a faixa etária dos adolescentes, já que os trabalhos anteriores foram pensados para o público infantil, adulto e idoso. A construção também partiu de conversas e reflexões compartilhadas pelos próprios bailarinos.
"Uma das bailarinas trouxe uma pesquisa realizada por uma psicóloga brasileira sobre as principais perguntas feitas por adolescentes no ChatGPT e com base nessas perguntas a gente deu início de construção do espetáculo", comenta.
Em cena, o espetáculo busca traduzir esse corpo adolescente que está em constante transformação. Um corpo marcado pelos hormônios à flor da pele, pelas inseguranças, pela tentativa de pertencimento e também pelas influências que moldam comportamentos e movimentos.
"Todo mundo sabe a dancinha que está em alta, todo mundo se movimenta de uma forma parecida. Então quis trazer esses corpos porque de alguma forma, alguns bailarinos da Companhia, estão entrando na fase adulto e alguns estão saindo da adolescência."
Segundo Kniss, um dos principais desafios do processo criativo foi justamente transformar em linguagem coreográfica a maneira como o adolescente se comporta e ocupa o mundo.
"Foi um trabalho desafiador, uma construção desafiadora porque estamos entrando no quarto ano da companhia, a gente precisa mostrar a nossa evolução seja ela técnica ou artística."
O público encontrará um espetáculo maduro, consistente e impactante, que propõe reflexões sobre os caminhos que atravessam a adolescência na contemporaneidade.
"Ele traz questionamento de uma forma artística, mas que faz as pessoas refletirem como a adolescência está sendo direcionada pensando que a adolescente é uma fase da vida que antecipa a nossa fase adulta que é onde precisamos estar prontos", explica.