As fissuras e as trincas são “rachaduras” que podem aparecer em uma construção, mas elas não significam a mesma coisa. As fissuras são aquelas aberturas bem fininhas, quase como um risco, que surgem geralmente na pintura, no reboco ou na argamassa. Elas acontecem porque os materiais da obra se expandem e se contraem com o calor e o frio, ou até mesmo porque a parede “se acomoda” um pouco depois de construída. Apesar de chamarem a atenção, as fissuras não costumam representar perigo para a segurança da casa, sendo mais um problema estético. Porém, se não forem tratadas, podem permitir a entrada de água e causar infiltrações.
Já as trincas estruturais são bem mais sérias. Elas são rachaduras maiores e mais profundas, que atingem partes importantes da construção, como pilares, vigas, lajes ou até as fundações. Essas trincas podem aparecer quando a estrutura está recebendo peso maior do que deveria, quando o solo embaixo da construção cede de forma desigual, ou até quando há erros no projeto ou na execução da obra. Diferente das fissuras, as trincas indicam que a estabilidade da construção pode estar comprometida e, por isso, exigem atenção imediata de um engenheiro.
Em resumo, as fissuras são “rachadinhos superficiais” de até 0,5 mm e geralmente sem risco, enquanto as trincas estruturais são “rachaduras grandes e profundas” entre 0,5m e 3 mm que podem colocar a segurança da edificação em perigo.
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