Santa Catarina segue sendo um estado em que a maioria do eleitorado se identifica com a direita, e a família Bolsonaro mantém forte influência nas eleições gerais. Já o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não é bem avaliado pela maioria dos entrevistados.
É o que aponta a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), da qual o jornal Tribuna de Notícias é associado, produzida de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios catarinenses, distribuídos pelas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. Participaram eleitores com 16 anos ou mais.
A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-09576/2026 e SC-09951/2026, conforme a Resolução TSE nº 23.600/2019.
Para o presidente da Associação Catarinense de Jornais (ACJ), Cristiano Carrador, a divulgação da pesquisa reforça o compromisso da entidade em mostrar ao eleitor catarinense as tendências da corrida eleitoral para o Senado e para a Presidência da República.
“Assim como no levantamento para governador, publicado nesta quarta-feira pelo grupo de diários impressos da ACJ, hoje, ao apresentarmos os dados para presidente e senador, cumprimos novamente a nossa missão de mostrar a preferência atual do eleitorado catarinense. É importante ressaltar que o trabalho, realizado pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), foi feito presencialmente e seguiu critérios científicos”, afirma Carrador.
O diretor do Instituto de Pesquisa Catarinense, Renato Rampinelli, avalia que os números mostram uma disputa ainda equilibrada para o Senado, enquanto o cenário para a Presidência apresenta uma tendência mais consolidada em Santa Catarina.
“Nós temos candidatos que se posicionam mais à direita e que concentram a maior parte das intenções de voto. Entre eles, há uma disputa mais equilibrada. Já a esquerda também apresenta um percentual expressivo, mostrando que a eleição para o Senado ainda tem muita coisa para acontecer. Para presidente, a pesquisa retrata aquilo que, de fato, é Santa Catarina: um estado com perfil político mais voltado à direita, o que explica essa tendência e não surpreende o percentual obtido pelo presidente Lula”, afirma Rampinelli.
Caso a eleição fosse hoje, tanto na pesquisa estimulada — quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados — quanto na espontânea — quando o eleitor informa livremente em quem pretende votar —, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a preferência do eleitorado catarinense.
Já para o Senado, nos dois cenários, a disputa aparece concentrada entre os pré-candidatos Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem
Mantendo a tendência observada nas últimas eleições, a pesquisa estimulada indica predominância do eleitorado de direita em Santa Catarina. Quando os entrevistados responderam à pergunta: “Se a eleição para Presidente fosse hoje, e os candidatos fossem estes, em quem você votaria?”, os resultados foram os seguintes:
Flávio Bolsonaro (PL) foi citado por 46,1% dos entrevistados, seguido por Lula (PT), com 25%. Os demais nomes apareceram com os seguintes percentuais: Ronaldo Caiado (PSD), 3,1%; Romeu Zema (Novo), 2,9%; Renan Santos (Missão), 2,4%; Samara Martins (UP), 2,3%; Joaquim Barbosa (DC), 1,5%; Augusto Cury (Avante), 1,3%; Cabo Daciolo (Mobiliza), 0,8%; Edmilson Costa (PCB), 0,6%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,3%; Heró Bezerra (PRTB), 0,2%; e Hertz Dias (PSTU), 0,1%.
Não souberam responder 5,8% dos entrevistados, enquanto 7,7% afirmaram que votariam em branco ou nulo caso a eleição fosse hoje.
Segundo o instituto responsável pela pesquisa, em razão dos arredondamentos, os percentuais podem não totalizar exatamente 100% ou apresentar variação de um ponto percentual para mais ou para menos.

Espontânea repete favoritismo
O IPC também realizou a pesquisa espontânea, na qual os entrevistados responderam livremente à pergunta: “Se a eleição para Presidente fosse hoje, em quem você votaria?”
Os resultados foram os seguintes: Flávio Bolsonaro, 37,4%; Lula, 22,9%; Renan Santos, 1,2%; Ronaldo Caiado, 1%; Romeu Zema, 0,6%; Augusto Cury, 0,5%; Cabo Daciolo, 0,2%; Samara Martins, 0,2%; Tarcísio de Freitas, 0,2%; João Martins, 0,1%; Nicolas Ferreira, 0,1%; e Ciro Gomes, 0,1%.

Atual presidente é o mais rejeitado em SC
O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o mais citado pelos entrevistados quando questionados: “Se a eleição para Presidente fosse hoje, e os candidatos fossem estes, em quem você não votaria de jeito nenhum?”
Lula foi mencionado por 48,3% dos entrevistados. Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 27%.
Os demais resultados foram: Cabo Daciolo (Mobiliza), 1,3%; Romeu Zema (Novo), 1,3%; Edmilson Costa (PCB), 1,2%; Renan Santos (Missão), 1,2%; Joaquim Barbosa (DC), 1%; Augusto Cury (Avante), 0,7%; Heró Bezerra (PRTB), 0,5%; Samara Martins (UP), 0,5%; Hertz Dias (PSTU), 0,4%; e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,4%.
Entre os entrevistados, 6,8% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 5,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,4% não souberam responder.

Disputa pelo Senado segue acirrada
Os números da pesquisa também mostram uma disputa equilibrada pelas vagas ao Senado. O IPC realizou duas projeções estimuladas: uma considerando a soma dos dois votos permitidos ao eleitor e outra separando o primeiro e o segundo voto.
Nos dois cenários, a disputa principal ocorre entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Na projeção da soma dos votos (1º + 2º voto), Caroline de Toni (PL) aparece com 39% das citações. Em seguida vêm Carlos Bolsonaro (PL), com 38,6%; Esperidião Amin (PP), com 34,1%; Décio Lima (PT), com 27%; Antídio Lunelli (MDB), com 11,3%; Afrânio Boppré (PSOL), com 7%; e Jeferson Rocha (PRD), com 4,7%. Não souberam responder 24,1% dos entrevistados, enquanto 14,3% disseram votar em branco ou nulo.
Na pesquisa em que os entrevistados responderam separadamente qual seria o primeiro e o segundo voto para senador, o primeiro voto ficou distribuído da seguinte forma: Carlos Bolsonaro (PL), 27,4%; Esperidião Amin (PP), 17,8%; Décio Lima (PT), 16,8%; Caroline de Toni (PL), 14,4%; Antídio Lunelli (MDB), 7%; Afrânio Boppré (PSOL), 2%; e Jeferson Rocha (PRD), 1,9%. Não souberam responder 7,2% e 5,5% afirmaram votar em branco ou nulo.
Já para o segundo voto, os resultados foram: Caroline de Toni (PL), 24,6%; Esperidião Amin (PP), 16,3%; Carlos Bolsonaro (PL), 11,1%; Décio Lima (PT), 10,2%; Afrânio Boppré (PSOL), 5%; Antídio Lunelli (MDB), 4,4%; e Jeferson Rocha (PRD), 2,8%. Não souberam responder 16,9% dos entrevistados, enquanto 8,8% afirmaram votar em branco ou nulo.


Dados da pesquisa:
Ao que dispõe a Resolução TSE nº 23.600/2019: na divulgação dos resultados de pesquisa, serão obrigatoriamente informados:
Coleta de dados: 09 a 13/07/2026
Margem de erro: 3 p.p. para mais ou para menos
Nível de confiança: 95%
Número de entrevistas: 1.050 entrevistados
Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense.
Contratante: Associação Catarinense de Jornais
Número de registro da pesquisa: BR-09576/2026 e SC-09951/2026