O Brasil já começou a sentir os efeitos do Super El Niño nesta quinta-feira, 16. O fenômeno altera o padrão do clima no país e a projeção para os próximos meses apontam que este pode ser o mais forte dos últimos 150 anos.
Segundo projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro, o nível mais elevado da classificação.
Se a previsão se confirmar, este poderá ser o Super El Niño mais intenso dos últimos 150 anos.
Por que será um “Super” El Niño?
O El Niño é um evento climático que ocorre a cada 3 ou 5 anos, quando a água da superfície do Oceano Pacífico Equatorial fica mais quente do que a média e os ventos do leste perdem força.
Essa mudança altera a circulação da atmosfera e desregula as chuvas e temperaturas no mundo inteiro.
Um El Niño comum vira um Super El Niño quando a temperatura da superfície do oceano supera +2°C acima da média histórica. Esse aquecimento extremo pode desencadear eventos climáticos severos.
Para 2026, na Região Sul, a previsão é de aumento expressivo nas chuvas e alto risco de enchentes e tempestades. Já nas Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o calor deve se intensificar, acompanhado de tempo seco extremo e redução das chuvas.
As autoridades alertam para o risco iminente de ondas de calor sufocantes, secas prolongadas e um aumento preocupante no risco de incêndios florestais nas áreas mais secas do país.