O Banco Itaú voltou ao centro das discussões após admitir, em acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais, a cobrança de serviços não contratados em faturas de cartões de crédito ao longo de aproximadamente 14 anos.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, milhares de clientes teriam sido afetados por cobranças relacionadas a seguros e serviços inseridos nas faturas sem autorização expressa. Os nomes utilizados nos débitos, muitas vezes pouco claros, dificultariam a identificação por parte dos consumidores.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e na imprensa, principalmente após relatos de clientes que afirmam ter encontrado dificuldades para cancelar os serviços e recuperar os valores pagos. Em alguns casos, segundo os relatos, as cobranças continuavam mesmo após pedidos de cancelamento.
Outro ponto que gerou críticas foi o modelo de ressarcimento previsto no acordo. Para buscar devolução dos valores, os consumidores precisam comprovar que registraram reclamações até dezembro de 2025 em canais oficiais de defesa do consumidor ou atendimento da instituição financeira.
Especialistas apontam que o caso reacende um debate antigo sobre a relação entre bancos e clientes no Brasil, especialmente sobre transparência em contratos, cobranças automáticas e dificuldade de contestação por parte dos consumidores.
Mesmo diante da repercussão, o Itaú segue como uma das instituições financeiras mais lucrativas do país, registrando lucro bilionário nos últimos anos.