Vamos falar a verdade? O Brasil passou longe de empolgar no empate contra o Marrocos. Para uma seleção que sonha em levantar a Copa do Mundo, faltou futebol, faltou intensidade e sobrou toque de bola sem objetividade.
O que mais chamou a atenção foi a quantidade de erros de passe. Em diversos momentos, a Seleção entregou a bola de forma simples, errou na construção das jogadas e permitiu que o Marrocos crescesse na partida. Para uma equipe recheada de estrelas, os erros técnicos impressionaram e deixaram a torcida preocupada.
E tem outra coisa que muita gente já está pensando: até quando alguns jogadores vão continuar vivendo do nome? Casemiro e Marquinhos têm história na Seleção, ninguém discute isso. Mas história não ganha jogo. O futebol é momento, e o desempenho dos dois voltou a gerar questionamentos.
Enquanto isso, Endrick segue esperando mais oportunidades. O garoto entra com velocidade, personalidade, força e vontade de decidir. Características que fizeram falta em vários momentos do confronto. O Brasil parecia um time previsível, sem criatividade e sem agressividade ofensiva.
Carlo Ancelotti ainda está no início de seu trabalho, mas a estreia deixou um recado claro: a Seleção precisa de renovação e de mais ousadia. A Copa do Mundo não costuma ter paciência com equipes que jogam apenas pelo nome.
Agora, a expectativa fica para a próxima sexta-feira, quando o Brasil encara o Haiti. No papel, é um adversário mais acessível, mas depois da atuação apagada contra o Marrocos, a torcida quer mais do que uma vitória: quer ver futebol, atitude e mudanças. Será que Ancelotti terá coragem de mexer no time e apostar em jovens como Endrick? A resposta pode começar a aparecer no próximo jogo.
Se o objetivo é conquistar o hexacampeonato, talvez seja hora de olhar menos para o passado e mais para quem pode fazer a diferença agora. Porque camisa pesa, currículo conta, mas quem decide jogo é quem está rendendo dentro de campo.