Há algo de especial acontecendo no mercado imobiliário de Santa Catarina. Nos últimos anos, o estado consolidou sua posição como destino turístico de prestígio, assim como se transformou em um verdadeiro laboratório de novas formas de investimento imobiliário. Entre elas, o modelo de locação de curta temporada, ou “short stay”, vem ganhando força e despertando o interesse de investidores atentos às transformações do comportamento do consumidor e às oportunidades de alta rentabilidade.
O movimento é sustentado por números expressivos. Segundo o estudo “Melhores Cidades para Investir 2025”, que ranqueou os destinos brasileiros com maior retorno para investidores, quatro das cinco cidades mais vantajosas do país para esse tipo de investimento estão em Santa Catarina. Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí e Florianópolis lideram o ranking nacional com rentabilidades médias anuais que variam entre 14% e 17%, resultados muito superiores aos obtidos em aplicações tradicionais de renda fixa ou variável. Esses números, levantados pela corretora MySide, revelam um cenário de maturidade do mercado local e de forte apetite por experiências exclusivas que combinam lazer, conforto e retorno financeiro.
A geografia privilegiada do estado é apenas o ponto de partida dessa equação. Santa Catarina oferece uma combinação singular de atributos, como infraestrutura moderna, segurança pública acima da média nacional, belezas naturais que variam entre o mar e a serra, e um turismo ativo durante todo o ano. Esse equilíbrio garante taxas elevadas de ocupação, especialmente nos imóveis voltados para o público de alta renda, que busca destinos sofisticados, conectividade e qualidade de vida.
Nos últimos anos, o perfil do viajante mudou profundamente. O turista de luxo contemporâneo não se contenta mais com hospedagens padronizadas e experiências superficiais. Ele busca autenticidade, privacidade e uma conexão mais pessoal com o destino. Esse comportamento tem ampliado o espaço para o short stay, que oferece flexibilidade, conforto e uma experiência mais individualizada. Plataformas como Airbnb e Booking tornaram-se canais de referência para esse formato contemporâneo, conectando viajantes a propriedades que combinam estética, praticidade e exclusividade.
Em Santa Catarina, por sua vez, há um ecossistema vibrante de oportunidades para a nova locação por temporada. Itapema, por exemplo, se destacou como a cidade mais rentável do Brasil para esse tipo de investimento, com rendimento médio anual de 17%. A vizinhança com Balneário Camboriú, o segundo metro quadrado mais caro do país, somada à atmosfera mais tranquila e familiar, tem atraído tanto nômades digitais quanto viajantes estrangeiros. Em média, as diárias iniciam nos R$ 350, com picos de ocupação que ultrapassam 80% durante a alta temporada.
Balneário Camboriú segue como referência no turismo premium, mantendo ocupações estáveis ao longo do ano e um público fiel. Já Itajaí combina apelo turístico e força econômica, impulsionada pelo porto e pelo crescimento do setor de serviços. Florianópolis, por sua vez, segue como um dos destinos mais procurados do país, atraindo um público diversificado que busca tanto o lazer quanto oportunidades de negócios. A capital catarinense alia urbanismo, natureza e inovação de forma rara, o que se reflete na valorização constante dos imóveis e na alta liquidez das locações.
Esses resultados não acontecem por acaso. O mercado catarinense de locação é sustentado por um conjunto de fatores estruturais. Segundo o Censo de 2022, 18,5% da população do estado já vive em apartamentos, refletindo o avanço da verticalização e a valorização das áreas urbanas. Além disso, um em cada quatro catarinenses vive em imóveis alugados, uma proporção acima da média nacional e que demonstra o amadurecimento de uma cultura de locação e o fortalecimento da renda recorrente como estratégia de investimento.
A vocação turística do estado complementa esse cenário. Entre janeiro e maio de 2025, Santa Catarina recebeu mais de 511 mil turistas estrangeiros, um crescimento de 67,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média de gastos desses visitantes é de R$ 9.349 por grupo, o que revela não apenas o poder aquisitivo desse público, mas o quanto a oferta local de hospedagem e experiências vem se sofisticando. Esses números se traduzem em uma demanda constante por imóveis de alto padrão para locação, seja por temporada curta, seja por períodos mais longos.
Outro ponto importante é considerar o perfil dos novos moradores, para além dos turistas. Jovens profissionais e famílias de alta renda hoje buscam flexibilidade e conveniência. Muitos preferem alugar imóveis mobiliados em regiões estratégicas, com infraestrutura completa, áreas de lazer e conectividade. O conceito de “viver bem por um tempo” substituiu o antigo ideal de propriedade fixa, refletindo um comportamento mais dinâmico e compatível com o estilo de vida globalizado.
Para o investidor, o cenário catarinense oferece uma combinação rara de segurança e rentabilidade. A valorização contínua dos imóveis, somada ao retorno das locações de temporada, cria o duplo benefício da renda recorrente e ganho patrimonial. Além disso, o risco de vacância é minimizado pela diversidade da demanda, que inclui desde o turista sazonal até o morador temporário. Cidades como Itapema, Balneário Camboriú e Florianópolis já operam com taxas de ocupação que rivalizam com as dos destinos mais cobiçados do mundo.
O que torna Santa Catarina ainda mais atrativa é a sua capacidade de unir qualidade urbana e apelo natural. A infraestrutura moderna, as políticas locais de incentivo ao turismo e o aumento do fluxo aéreo criam condições favoráveis para a expansão do mercado de short stay. Não é só mais um investimento pontual, trata-se de uma tendência que redefine a forma como se pensa o uso e o retorno dos imóveis de alto padrão.
O investidor contemporâneo busca rentabilidade, mas também coerência com os valores do novo tempo. Em Santa Catarina, o investimento em locação de curta temporada alia segurança, valorização e propósito. É a oportunidade de participar de um movimento que transforma o modo de viver, viajar e investir. O mercado já reconheceu essa virada e, mais uma vez, o estado catarinense mostra sua vocação para estar à frente das tendências.