Seguir com uma empresa viva, relevante e lucrativa em funcionamento, ao longo das gerações, é um dos maiores desafios do ecossistema corporativo brasileiro. Dados consolidados pelo Sebrae e pelo IBGE revelam um cenário desafiador para o empreendedorismo nacional: embora cerca de 90% das empresas no Brasil tenham origem familiar, apenas em torno de 30% delas conseguem sobreviver à primeira transição de comando, quando a gestão passa dos fundadores para os filhos. O afunilamento é ainda mais severo na etapa seguinte, onde menos de 6% dessas companhias resistem aos desafios de mercado e alcançam a terceira geração.
Em regiões com forte tradição industrial e comercial, como o Norte de Santa Catarina, essa realidade acende um alerta para a necessidade de profissionalização não apenas da operação da empresa, mas da gestão do patrimônio pessoal dos fundadores.
De acordo com especialistas da Warren, plataforma de investimentos e pioneira no modelo de gestão patrimonial por objetivos no Brasil (Wealth Management), o desafio dessas organizações raramente está ligado à falta de qualidade do produto ou à incompetência operacional no dia a dia. Na grande maioria dos casos, o verdadeiro problema mora na falta de governança interna e na fragilidade com que o patrimônio familiar é tratado ao longo dos anos.
"O erro mais comum que observamos no mercado é a centralização excessiva do risco. Muitos empresários tendem a reinvestir toda a sua liquidez no caixa da própria operação ou em ativos imobiliários na mesma região geográfica. Além disso, misturar as finanças domésticas com o fluxo de caixa da empresa e postergar a organização da partilha de bens gera uma vulnerabilidade silenciosa. Se a empresa enfrenta uma crise setorial, todo o sustento e o padrão de vida da família ficam expostos", explica Jaqueline Dalmann, Especialista em Investimentos, CEA, da Warren.
Soluções estruturadas e governança independente
Para reverter esse cenário e proteger as conquistas de uma vida inteira, o mercado financeiro atua estrategicamente por meio do planejamento sucessório e da descorrelação de riscos. O desenvolvimento de soluções personalizadas, como holdings patrimoniais, fundos exclusivos e previdência privada, contribui para uma transição suave, com o menor impacto tributário possível, preservando a harmonia familiar e reduzindo potenciais conflitos. Essas estruturas permitem criar uma reserva líquida e diversificada, totalmente independente da atividade principal da empresa, podendo aumentar a eficiência tributária e operacional da sucessão, conforme a estrutura adotada.
Além da proteção do capital, o processo conduzido por uma gestão de patrimônio independente profissionaliza as decisões, afastando visões informais e desgastes da dinâmica familiar. Na Warren, essa gestão de grandes fortunas é feita sob o modelo de taxa única (fee-based), eliminando comissões escondidas e conflitos de interesse. Isso contribui para que o patrimônio construído continue gerando frutos e protegendo as próximas gerações com total transparência.