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Pix milionário de empresa catarinense coloca Virgínia Fonseca no centro de investigação da Polícia Federal

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Pix milionário de empresa catarinense coloca Virgínia Fonseca no centro de investigação da Polícia Federal
Virgínia Fonseca durante depoimento sobre o mercado de apostas; movimentações milionárias envolvendo empresa catarinense agora são alvo de investigação federal.

Uma transferência milionária saída de Santa Catarina colocou a influenciadora Virgínia Fonseca no centro de uma investigação que levanta questionamentos sobre a movimentação de milhões de reais envolvendo o universo das apostas online.

O que chamou a atenção das autoridades não foi apenas o valor: impressionantes R$ 17,7 milhões foram enviados para a conta da empresa de Virgínia por uma empresa registrada em Itajaí. O montante representa cerca de 80% dos R$ 22,4 milhões recebidos pela influenciadora entre março e setembro de 2024.

A movimentação acendeu o alerta do Banco Santander, que decidiu comunicar o caso ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A partir daí, o assunto passou a integrar as investigações relacionadas à CPI das Bets e agora também está sob análise da Polícia Federal.

Mas o que mais causa estranheza é o perfil da empresa responsável pelos pagamentos. Registrada no Simples Nacional, modalidade destinada a empresas de menor porte, a AMP Pay Marketing teria, em tese, limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões. Ainda assim, segundo os documentos investigados, realizou pagamentos que somam R$ 17,7 milhões em apenas sete meses.

Outro detalhe que desperta curiosidade é a estrutura da empresa. De acordo com os registros oficiais, ela foi aberta em outubro de 2023, possui capital social de R$ 50 mil e está instalada em um box comercial no Centro de Itajaí.

A pergunta que circula entre investigadores e especialistas é simples: como uma empresa de pequeno porte movimentou valores tão expressivos em tão pouco tempo?

A defesa de Virgínia afirma que os recursos são referentes a campanhas publicitárias realizadas pela influenciadora e que todos os valores foram declarados à Receita Federal. No entanto, a Polícia Federal busca esclarecer se houve alguma irregularidade financeira, fiscal ou eventual prática de lavagem de dinheiro.

O caso reacende um debate cada vez mais intenso no Brasil: o crescimento bilionário do mercado das apostas online, o papel dos influenciadores digitais na promoção dessas plataformas e a falta de transparência sobre os valores que circulam nesse setor.

Enquanto as investigações avançam, uma coisa já é certa: os milhões que saíram de uma empresa catarinense colocaram um dos maiores nomes da internet brasileira sob os holofotes da Polícia Federal.


Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

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