A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas voltou a expor uma contradição que incomoda muitos brasileiros. Afinal, quais são os critérios utilizados pela esquerda para definir quem é terrorista?
Até hoje, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se recusa a classificar o Hamas como organização terrorista, mesmo diante de ataques que chocaram o mundo, incluindo assassinatos de civis, sequestros e acusações de violência extrema. Em diversas ocasiões, integrantes do grupo chegaram a ser recebidos por autoridades brasileiras sem maiores constrangimentos.
Ao mesmo tempo, lideranças petistas não tiveram dificuldade em chamar de "terroristas" os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Embora os episódios tenham resultado em depredação do patrimônio público e sejam alvo de condenações judiciais, críticos do governo questionam a utilização do termo terrorismo para manifestantes que não estavam organizados como grupos armados ou organizações internacionais de terror.
A polêmica aumenta quando se observa que integrantes do PT também já classificaram como terrorismo episódios envolvendo adversários políticos, enquanto evitam aplicar o mesmo rótulo a facções criminosas ou grupos extremistas reconhecidos internacionalmente.
Agora, com PCC e Comando Vermelho entrando na lista americana de organizações terroristas, o debate ganha nova força: por que existe tanta resistência em adotar o mesmo entendimento para determinadas organizações violentas, enquanto o termo é usado com rapidez em disputas políticas internas?
Para muitos brasileiros, a questão já não é apenas sobre segurança pública. É sobre coerência.