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Terrorista para uns, militante para outros?

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Terrorista para uns, militante para outros?
O militante Sayid Tenório posa para foto ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff. A imagem voltou a circular nas redes sociais em meio ao debate sobre a classificação de organizações terroristas e os posicionamentos adotados por diferentes governos b

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas voltou a expor uma contradição que incomoda muitos brasileiros. Afinal, quais são os critérios utilizados pela esquerda para definir quem é terrorista?

Até hoje, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se recusa a classificar o Hamas como organização terrorista, mesmo diante de ataques que chocaram o mundo, incluindo assassinatos de civis, sequestros e acusações de violência extrema. Em diversas ocasiões, integrantes do grupo chegaram a ser recebidos por autoridades brasileiras sem maiores constrangimentos.

Ao mesmo tempo, lideranças petistas não tiveram dificuldade em chamar de "terroristas" os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Embora os episódios tenham resultado em depredação do patrimônio público e sejam alvo de condenações judiciais, críticos do governo questionam a utilização do termo terrorismo para manifestantes que não estavam organizados como grupos armados ou organizações internacionais de terror.

A polêmica aumenta quando se observa que integrantes do PT também já classificaram como terrorismo episódios envolvendo adversários políticos, enquanto evitam aplicar o mesmo rótulo a facções criminosas ou grupos extremistas reconhecidos internacionalmente.

Agora, com PCC e Comando Vermelho entrando na lista americana de organizações terroristas, o debate ganha nova força: por que existe tanta resistência em adotar o mesmo entendimento para determinadas organizações violentas, enquanto o termo é usado com rapidez em disputas políticas internas?

Para muitos brasileiros, a questão já não é apenas sobre segurança pública. É sobre coerência.


Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

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