Desde o início do terceiro mandato de Lula, tirar a CNH virou quase um teste de resistência emocional. Enquanto as autoescolas levam pancada e veem o negócio minguar, o governo conseguiu um feito digno de Guinness: o número de reprovações nos exames disparou quase 500%. Dados da Senatran, obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostram que o “inapto” virou presença constante na vida de quem tenta sair habilitado.
Em 2022, último ano antes da volta do petista ao Planalto, foram 48.744 reprovações — um número relativamente normal. No primeiro ano do Lula 3, houve até uma leve queda, para 48.590, dando a falsa impressão de que o volante estava mais leve. Mas foi só ilusão: em 2024, as reprovações subiram para 68.577, um salto de mais de 41%.
O recorde veio quando o governo resolveu que autoescola talvez fosse opcional: 284.736 candidatos foram considerados inaptos, um aumento de 484% desde 2022. Nem quem passou saiu ileso — o total de aprovados caiu 8%, de 4,86 milhões para 4,47 milhões. Moral da história: dirigir no Brasil já era difícil; agora, parece exigir talento, paciência e uma boa dose de sorte.