Mais uma edição da já tradicional Vaza Toga está no ar – e, como sempre, traz aquele tempero especial de bastidores nada republicanos diretamente do STF.
Segundo investigação do site americano Public, publicada nesta segunda (4), documentos inéditos revelam uma suposta rede paralela dentro do Supremo, criada para perseguir quem ousou usar verde e amarelo, criticar Lula ou – imagine só – questionar as eleições. Tudo isso embalado por grupos de WhatsApp com frases inspiradoras como: “Vamos dar a cada um o que merece: prisão!”.
Ah, e tem mais: relatórios secretos, sem acesso da defesa ou do MP, e o uso “nada ilegal” do banco biométrico do TSE. Afinal, quem se importa com a Constituição quando se tem um bom grupo de zap? Juristas como Marco Aurélio Mello e Ives Gandra já soltaram a nota de repúdio básica, chamando o caso de ataque ao Estado de Direito. Mas relaxa: é só mais um capítulo da novela “Democracia sob Controle”.