A Polícia Federal apreendeu, na segunda-feira (23), uma aeronave atribuída ao deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). A medida integra a Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes relacionadas a descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
De acordo com as investigações, o parlamentar teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões. Os valores, segundo a apuração preliminar, estariam vinculados à oferta de suposta “proteção política” a um esquema que operava por meio de convênio entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares).
Documentos analisados pela Polícia Federal indicam que o deputado era mencionado pelo codinome “Herói E” em planilhas internas. Conforme os investigadores, os repasses ocorreriam de forma mensal, por intermédio de um assessor, e o uso de apelidos teria como objetivo dificultar a identificação dos beneficiários.
A PF sustenta que Pettersen exerceria papel estratégico na engrenagem investigada, atuando como elo entre a presidência da Conafer e agentes com influência sobre indicações para cargos de direção no INSS. Essa articulação política, segundo a corporação, teria contribuído para a manutenção do esquema.
Ainda conforme a investigação, a Conafer recebeu aproximadamente R$ 708 milhões por meio do convênio com o INSS. A suspeita é de que grande parte desses recursos tenha sido desviada para empresas de fachada, o que evidencia a dimensão financeira do caso.
A defesa do parlamentar ainda não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.
24/02/2026 às 09:37 – Direito e Justiça
A Polícia Federal apreendeu, na segunda-feira (23), uma aeronave atribuída ao deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). A medida integra a Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes relacionadas a descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
De acordo com as investigações, o parlamentar teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões. Os valores, segundo a apuração preliminar, estariam vinculados à oferta de suposta “proteção política” a um esquema que operava por meio de convênio entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares).
Documentos analisados pela Polícia Federal indicam que o deputado era mencionado pelo codinome “Herói E” em planilhas internas. Conforme os investigadores, os repasses ocorreriam de forma mensal, por intermédio de um assessor, e o uso de apelidos teria como objetivo dificultar a identificação dos beneficiários.
A PF sustenta que Pettersen exerceria papel estratégico na engrenagem investigada, atuando como elo entre a presidência da Conafer e agentes com influência sobre indicações para cargos de direção no INSS. Essa articulação política, segundo a corporação, teria contribuído para a manutenção do esquema.
Ainda conforme a investigação, a Conafer recebeu aproximadamente R$ 708 milhões por meio do convênio com o INSS. A suspeita é de que grande parte desses recursos tenha sido desviada para empresas de fachada, o que evidencia a dimensão financeira do caso.
A defesa do parlamentar ainda não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.