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Política

Lindbergh Farias: Discurso de moral, conta no vermelho: a coerência em execução fiscal

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Lindbergh Farias: Discurso de moral, conta no vermelho: a coerência em execução fiscal
Entre cobranças por ética na tribuna e uma dívida milionária fora dela, o passado administrativo reaparece com juros — e sem direito a apartes.

Na tribuna da Câmara, o discurso é firme, a voz elevada e o tom moralizante. O líder do governo Lindbergh Farias tem se destacado por cobrar ética e responsabilidade na vida pública, alinhado ao discurso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, fora do plenário, a realidade que o cerca parece menos confortável — e mais… contábil.

No fim de abril de 2026, vieram à tona ações de execução fiscal movidas com base em condenações do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O valor? Nada simbólico: R$ 4.972.512,27, já com multas, correção e juros — uma cifra que não combina muito bem com discursos inflamados contra desvios e má gestão.

As cobranças dizem respeito ao período em que Lindbergh comandou a prefeitura de Nova Iguaçu, entre 2005 e 2010. Segundo os processos, as irregularidades identificadas naquela gestão agora cobram seu preço — literalmente. Notificado, o parlamentar tem cinco dias para quitar o débito, sob risco de ver seus bens penhorados e ativos financeiros bloqueados. Uma situação que, convenhamos, não costuma aparecer nos discursos sobre responsabilidade fiscal.

Não é a primeira vez que o passado administrativo do deputado volta ao noticiário. Ele já enfrentou outras condenações por improbidade administrativa relacionadas à mesma época, envolvendo acusações como nepotismo e uso de programas sociais para promoção pessoal. Em episódios anteriores, as sanções chegaram a incluir suspensão de direitos políticos.

Enquanto isso, na Câmara, o tom segue elevado, como se o passado fosse apenas um detalhe inconveniente — ou, quem sabe, um ruído a ser ignorado no microfone aberto da política. Afinal, em Brasília, a memória às vezes parece ter prazo de validade mais curto do que uma execução fiscal.


Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

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