O empresário Luciano Hang entrou com uma ação indenizatória contra o ex-ator da Globo Tuca Andrada, figura hoje mais conhecida pelo ressentimento nas redes sociais do que por qualquer trabalho artístico relevante. O motivo do processo é grave — e nada tem de “liberdade de expressão”: trata-se de ofensas explícitas e grotescas feitas após um ato criminoso de vandalismo contra uma loja da Havan, em Petrolina (PE), onde vândalos incendiaram a estátua da Liberdade do estabelecimento.
Em vez de condenar o crime, Tuca resolveu fazer graça no X, ironizando o prejuízo e destilando desprezo: “Se essa moda pega, nosso periquitinho patriota terá prejuízo”. Criticado por um internauta que lembrou os mais de 22 mil empregos gerados pela empresa, o ex-global mostrou quem realmente é. Abandonou qualquer verniz civilizado e partiu para a baixaria pura, afirmando estar “cagando” para o incêndio e desejando a morte de Luciano Hang, usando ainda o termo “nazista” de forma leviana, irresponsável e criminosa — um clichê rasteiro de quem perdeu o argumento e apela para o ódio.
Diante disso, Hang acionou a Justiça de Santa Catarina e pede indenização de R$ 50 mil. Com postura muito mais adulta do que seu agressor, o empresário destacou que divergência política não justifica ataque pessoal nem discurso de ódio. Já Tuca Andrada segue cumprindo o triste papel de símbolo de uma certa bolha artística: intolerante, agressiva, incapaz de conviver com opiniões diferentes e sempre pronta a romantizar vandalismo quando o alvo não é “do lado certo”. Talvez reste a ele refletir — se ainda houver espaço — sobre como saiu dos palcos para o esgoto moral das redes.