O vereador Lucas Pavanato (PL) causou forte tumulto na Câmara Municipal de São Paulo ao chamar os professores da rede pública em greve de “vagabundos” durante uma sessão plenária. O episódio ocorreu em meio às discussões sobre o Projeto de Lei 354/2026, enviado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que concede um reajuste de 3,51% aos servidores municipais, índice considerado abaixo da inflação acumulada.
A declaração polêmica do parlamentar gerou reação imediata e revolta no plenário, com gritos de protesto vindos da bancada de oposição, incluindo a vereadora Silvia Ferraro (PSOL), que rebateu as ofensas. Diante da intensa confusão e de gritos como “vagabundo é você”, a mesa diretora se viu obrigada a suspender temporariamente os trabalhos até que os ânimos se acalmassem.
Ofensa proferida por Lucas Pavanato contra docentes gerou tumulto e suspensão de sessão que aprovou reajuste salarial parcelado de 3,51%.
Apesar dos protestos e do clima hostil, o projeto acabou aprovado em definitivo por 35 votos a favor e 16 contra, seguindo para a sanção do Executivo. O texto prevê o parcelamento do reajuste aos servidores, sendo 2% retroativos a maio de 2026 e os 1,48% restantes aplicados somente em maio de 2027.
Bancadas do PT e do PSOL criticaram duramente a proposta, classificando a medida da gestão municipal como um desrespeito que altera negativamente pontos da carreira docente. Da mesma forma, o Sinpeem, sindicato que representa os profissionais da educação, afirmou que as perdas salariais são evidentes e confirmou a continuidade da greve da categoria.
O posicionamento agressivo de Pavanato também repercutiu negativamente fora do palácio legislativo devido ao contraste com os benefícios da própria Casa. Internautas e servidores lembraram que os vereadores paulistanos aprovaram, em 2024, um expressivo aumento de 37% nos próprios subsídios, elevando seus salários para mais de R$ 26 mil mensais.