A morte de Geovani Silva, ídolo histórico do Vasco da Gama e ex-jogador da Seleção Brasileira, causou grande comoção no futebol brasileiro nesta segunda-feira (18). O ex-meia, conhecido como “Pequeno Príncipe”, faleceu aos 62 anos após enfrentar uma série de complicações de saúde nos últimos meses.
A confirmação da morte foi feita pelo filho do ex-atleta nas primeiras horas do dia. Desde 2025, Geovani lidava com complicações médicas, agravadas após internações no Espírito Santo. Em junho do ano passado, ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias em seu apartamento, em Vila Velha, sendo encaminhado à UTI.

A notícia gerou forte comoção entre torcedores, ex-companheiros e clubes pelos quais passou. Geovani marcou seu nome na história do Vasco e também teve papel importante no futebol brasileiro.
Natural do Espírito Santo, iniciou a carreira profissional muito jovem, aos 16 anos, defendendo a Desportiva Ferroviária. Pouco tempo depois, participou da conquista do Campeonato Capixaba de 1980, despertando o interesse do Vasco da Gama.
Transferido para o clube carioca aos 18 anos, construiu uma trajetória histórica em São Januário. Dono de grande habilidade, visão de jogo e personalidade marcante, recebeu o apelido de “Príncipe da Colina” e conquistou o carinho da torcida vascaína.
Entre as décadas de 1980 e 1990, participou de campanhas memoráveis e ajudou o Vasco a conquistar cinco títulos estaduais. Até hoje, é lembrado como um dos maiores jogadores da história do clube.
No exterior, Geovani também atuou por equipes como Bologna, da Itália, Karlsruher, da Alemanha, e Tigres, do México, mantendo o futebol técnico que o destacou ao longo da carreira.
Pela Seleção Brasileira, brilhou nas categorias de base ao conquistar o Mundial Sub-20 e o Sul-Americano Sub-19 em 1983. Anos depois, integrou o elenco campeão da Copa América de 1989.
Com sua partida, o futebol brasileiro perde um de seus grandes talentos, enquanto o Vasco se despede de um dos ídolos mais queridos de sua história.