O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou a suspensão do contrato de R$ 116 milhões que previa a instalação de lombadas eletrônicas, radares e outros equipamentos de fiscalização nas rodovias estaduais catarinenses. A decisão ocorreu após a forte repercussão negativa em torno da medida nos últimos dias.
O contrato havia sido oficializado recentemente no Diário Oficial do Estado e fazia parte de um projeto de retomada da fiscalização eletrônica nas SCs, que estão há mais de uma década sem radares fixos. O processo licitatório foi vencido pelo Consórcio Vias Catarinenses, liderado pela empresa Focalle.
Pelo planejamento inicial, seriam instalados 12 radares fixos, 230 lombadas eletrônicas, 256 pontos de cerca eletrônica com leitura de placas e seis sistemas de pesagem dinâmica de veículos em diferentes trechos das rodovias estaduais.
Em nota divulgada anteriormente, o Governo do Estado havia informado que os equipamentos tinham como objetivo ampliar a segurança viária e reduzir acidentes. No entanto, diante da repercussão, o governador optou por interromper a implantação do contrato já assinado.
Antes da suspensão, Jorginho já havia afirmado que não autorizaria a instalação de “pardais” nas rodovias e que as lombadas eletrônicas seriam utilizadas apenas em pontos considerados críticos, como áreas próximas a escolas às margens das SCs. Mesmo assim, a medida gerou críticas e desgaste político.
O processo de licitação vinha sendo desenvolvido desde o ano passado e utilizou estudos técnicos elaborados pela Polícia Militar Rodoviária e pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. Até o momento, o governo não informou se haverá revisão do projeto ou cancelamento definitivo do contrato.