A eleição para a presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) escancarou divisões internas na classe médica e mobilizou dermatologistas em todo o país em uma disputa marcada por forte polarização de ideias e propostas.
Com quase 70% dos votos, a dermatologista Doris Hexsel, à frente da chapa 1, conquistou uma vitória ampla e incontestável, consolidando um novo comando na entidade.
O resultado evidencia não apenas a força da chapa vencedora, mas também o desgaste enfrentado pelo grupo adversário, em uma eleição que foi acompanhada de perto por profissionais atentos aos rumos institucionais da dermatologia no Brasil.
Durante o processo, o debate extrapolou propostas técnicas e administrativas, incorporando visões divergentes sobre gestão, representatividade e prioridades dentro da entidade — o que contribuiu para elevar a tensão entre diferentes setores da classe.
O médico Francisco Cardoso comentou o desfecho e destacou o peso da participação dos profissionais no resultado, classificando o momento como decisivo para o futuro da representação médica na área.
Apesar do tom acirrado que marcou a disputa, a chapa vencedora adotou um discurso institucional após a vitória, afirmando que pretende conduzir a gestão com base em ética, transparência e diálogo.
Em nota, o grupo reconheceu os desafios da especialidade e defendeu a necessidade de fortalecer a entidade sem aprofundar divisões internas.
Ainda assim, o cenário que emerge após a eleição deixa claro que a nova gestão terá pela frente não apenas desafios técnicos, mas também a missão de recompor a unidade de uma classe que saiu do processo eleitoral visivelmente tensionada.