Pelo menos 100 guardas florestais buscam um elefante que matou 22 pessoas em Singhbhum, no estado de Jharkhand, na Índia, desde o início do ano, elevando o alerta e o risco regional, segundo artigo publicado pelo Terra. A região entrou em alerta máximo, com moradores orientados a evitar a mata à noite, enquanto equipes ampliam buscas diante de deslocamentos longos e imprevisível. O animal percorre pelo menos 30 quilômetros por dia e não foi localizado, pois muda rotas constantemente, dificultando cercos e estratégias de contenção. Autoridades mobilizaram ao menos 100 guardas florestais, concentrando esforços nas florestas e vilarejos de Singhbhum, onde ocorreram os ataques registrados. Ambientalistas afirmam que o conflito humano-elefante virou emergência, impulsionado por desmatamento, menor acesso a alimento e água, e expansão de assentamentos residenciais. Rotas históricas de migração foram interrompidas, aumentando encontros perigosos e elevando tensões locais, com impactos diretos para comunidades e a conservação da espécie. Paralelamente, cresce a mortalidade de elefantes por colisões com trens, linhas de transmissão de alta tensão e veneno pulverizado por moradores. Dados oficiais indicam 2,8 mil pessoas mortas por elefantes na Índia nos últimos cinco anos, contextualizando o cenário e desafios de gestão.