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Saúde

Chupeta, mamadeira e respiração bucal: os vilões invisíveis da fala

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Chupeta, mamadeira e respiração bucal: os vilões invisíveis da fala

No dia a dia com os filhos, é comum que a chupeta e a mamadeira se tornem grandes aliadas — especialmente nos momentos de sono, choro ou insegurança. Mas o que muitos pais não sabem é que esses hábitos, quando prolongados, podem interferir diretamente no desenvolvimento da fala e na saúde da boca e da respiração da criança.

A fala não nasce do nada. Para que uma criança consiga se comunicar bem, ela precisa que várias partes do corpo trabalhem juntas: língua, lábios, bochechas, respiração e até a postura da mandíbula. E é aí que a chupeta, a mamadeira e a respiração pela boca entram como vilões silenciosos.

O uso contínuo da chupeta e da mamadeira, principalmente após os 2 anos, pode alterar o formato do palato (céu da boca), atrapalhar o posicionamento correto da língua e enfraquecer os músculos dos lábios. Isso tudo pode causar dificuldades na mastigação, na deglutição e na produção correta de sons, levando a trocas na fala, como dizer “tato” no lugar de “sapo” ou “fofô” em vez de “vovô”, por exemplo.

A respiração bucal, quando a criança passa boa parte do tempo com a boca aberta, também merece atenção. Ela pode estar associada a alergias, adenoides aumentadas ou hábitos respiratórios inadequados. Esse tipo de respiração prejudica o crescimento facial, a força da musculatura oral e até o sono — e tudo isso afeta diretamente a fala e o aprendizado.

Alguns sinais importantes para os pais observarem:
• A criança respira mais pela boca do que pelo nariz.
• Tem voz rouca ou fala muito pelo nariz.
• Mastiga devagar ou com a boca aberta.
• Dorme de boca aberta, ronca ou parece cansada ao acordar.
• Troca muitos sons ao falar, mesmo depois dos 4 anos.

A boa notícia é que dá para prevenir e cuidar! O ideal é retirar a chupeta e a mamadeira de forma gradual e com acolhimento. Se notar respiração bucal ou alterações na fala, vale procurar um fonoaudiólogo. Como especialista, ele vai avaliar como a criança está mastigando, respirando, engolindo e falando — e propor os estímulos certos para cada necessidade.

Cuidar da fala é também cuidar da autoestima, das relações e da qualidade de vida da criança. Com orientação, afeto e intervenções no tempo certo, é possível transformar hábitos que pareciam inofensivos em novas oportunidades de desenvolvimento.

E aí, gostaram da nossa conversa? Beijinhos e até a próxima!

Sara Jacob

Sara Jacob

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