Nos últimos meses, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificou uma estratégia que tem ganhado destaque no cenário nacional: os mutirões de atendimento realizados em finais de semana. A medida busca reduzir o tempo de espera dos segurados e garantir maior celeridade no reconhecimento de benefícios, especialmente aqueles voltados a pessoas com deficiência e idosos em situação de vulnerabilidade.
Entre os dias 15 e 17 de agosto, mais de 10 mil pessoas foram atendidas em todo o país em ações que envolveram perícias médicas e avaliações sociais — etapas fundamentais para o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros auxílios previdenciários.
Números expressivos no Norte e Centro-Oeste
Só nas regiões Norte e Centro-Oeste foram 3.913 atendimentos extras. Em Manaus (AM), 615 segurados tiveram suas perícias concluídas. No Tocantins, 422 pessoas foram atendidas, e em Goiânia (GO) foram contabilizados 529 atendimentos, com destaque para Aparecida de Goiânia, onde houve antecipação de até três meses na agenda. Municípios como Cuiabá, Sinop, Campo Grande, Brasília e Aquidauana também integraram a força-tarefa.
Um dos pontos altos ocorreu em Cacoal, Rondônia, que sediou o maior evento de Perícia Conectada já realizado em um único local, totalizando 1.500 atendimentos via telemedicina. A iniciativa demonstrou como a tecnologia pode ampliar o alcance e a eficiência da Previdência Social, especialmente em regiões afastadas.
Santa Catarina também foi contemplada
No Sul do país, Santa Catarina recebeu mutirão no fim de semana dos dias 16 e 17 de agosto. Foram mais de 500 atendimentos distribuídos entre Florianópolis, São José, Palhoça, Curitibanos e São Miguel do Oeste. Segundo Suelen Ruiz Antunes Borchardt, chefe do Serviço Social da Superintendência Regional Sul do INSS, essas ações contribuem diretamente para a missão institucional de ampliar a oferta de vagas e reduzir filas, reforçando o compromisso e a dedicação dos servidores.
Compromisso com a população
A proposta dos mutirões vai além de atender a demanda represada: trata-se de aproximar o Estado dos cidadãos que mais necessitam de resposta rápida. Em muitos casos, a demora no agendamento de uma perícia ou de uma avaliação social representa meses de espera por um benefício essencial para a subsistência da família.
A realização de mutirões também reflete um esforço coletivo dos servidores do INSS e da Perícia Médica Federal, que têm mobilizado equipes em diversas cidades brasileiras para dar conta da demanda. No Paraná, por exemplo, já estão previstas ações nos dias 30 e 31 de agosto, com cerca de quatro mil vagas para novos atendimentos.
Conclusão
Os mutirões do INSS mostram que, quando há planejamento e engajamento institucional, é possível oferecer um serviço público mais ágil e eficiente. A continuidade dessas ações pode representar não apenas a redução de filas, mas também um passo importante rumo a uma Previdência mais acessível, moderna e alinhada às necessidades da população.
BRIAN DA SILVA
Advogado - OAB/SC 63.721
Pós-Graduado em Direito Previdenciário.
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