O Brasil deixou o grupo das dez maiores economias do mundo em 2025, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) compilados pela Austin Rating. O país caiu da 10ª para a 11ª posição após ser ultrapassado pela Rússia.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% no ano passado, totalizando US$ 2,27 trilhões. Apesar do avanço, o resultado representou desaceleração em relação a 2024 e ficou abaixo da média mundial, que foi de 2,8%.
A principal mudança no ranking ocorreu com a Rússia, que subiu duas posições impulsionada pela valorização do rublo. Em 2025, a moeda russa se fortaleceu mais de 40% frente ao dólar, enquanto o real teve alta de cerca de 11%. Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, essa diferença cambial foi determinante para que o PIB russo, em termos nominais, superasse o brasileiro.
Em 2023, no primeiro ano do atual governo, o Brasil havia retornado ao grupo das dez maiores economias, ocupando a 9ª posição. Em 2024 foi ultrapassado pelo Canadá e, agora, pela Rússia, passando a ocupar o 11º lugar. Ainda assim, mantém distância confortável da 12ª colocada, a Espanha.
As 15 maiores economias do mundo em 2025:
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Estados Unidos – US$ 30,615 trilhões
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China – US$ 19,457 trilhões
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Alemanha – US$ 5,016 trilhões
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Japão – US$ 4,223 trilhões
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Índia – US$ 4,116 trilhões
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Reino Unido – US$ 3,945 trilhões
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França – US$ 3,363 trilhões
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Itália – US$ 2,545 trilhões
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Rússia – US$ 2,541 trilhões
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Canadá – US$ 2,277 trilhões
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Brasil – US$ 2,268 trilhões
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Espanha – US$ 1,892 trilhão
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México – US$ 1,880 trilhão
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Austrália – US$ 1,838 trilhão
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Coreia do Sul – US$ 1,836 trilhão
Crescimento menor, mas ainda positivo
Dados do IBGE mostram que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. No entanto, foi o menor avanço desde a pandemia, pressionado principalmente pelos juros elevados. Em 2024, a economia havia crescido 3,4%.
Segundo a Austin Rating, o crescimento brasileiro superou o desempenho médio da Zona do Euro (1,5%) e do G7 (1,0%), mas ficou abaixo da média dos Brics, que alcançou 5%.
O principal motor do crescimento em 2025 foi a agropecuária, enquanto indústria e serviços apresentaram desaceleração.
O que esperar de 2026
A Austin Rating projeta alta de 1,7% para o PIB brasileiro em 2026, mantendo o país na 11ª posição do ranking. O mercado financeiro estima crescimento de 1,82%, o governo projeta 2,3% e o Banco Central trabalha com 1,6%.
As projeções consideram uma desaceleração da agropecuária após safras recordes, possível contenção de gastos públicos para cumprimento da meta fiscal e expectativa de melhora gradual na indústria e nos serviços, caso haja redução dos juros e estímulo ao consumo.