Por décadas, quando se falava em sofisticação imobiliária no litoral catarinense, os holofotes se voltavam para Balneário Camboriú, Itapema ou Florianópolis. Esses destinos construíram reputação sólida e atraíram investimentos de forma consistente. No entanto, 2024 revelou um novo protagonista. Porto Belo, cidade com pouco mais de 27 mil habitantes, registrou números que surpreendem até os analistas mais experientes. Foram mais de 9,1 mil unidades vendidas, equivalentes a 25,6% das transações de toda a região turística da Costa Verde & Mar, movimentando R$ 10,2 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).
Esse desempenho dialoga, é claro, com a tendência mais ampla de Santa Catarina, que lidera a atração de novos moradores no Brasil, com saldo positivo superior a 354 mil habitantes entre 2017 e 2022. Mas o que Porto Belo tem mostrado vai além da mera expansão demográfica. Seus números revelam também uma mudança na lógica do mercado de alto padrão. Em seu território, o que se observa é a construção de uma nova proposta urbana, alinhada às aspirações de um consumidor high ticket cada vez mais exigente. Um público que passou a valorizar a integração entre natureza, tecnologia, lazer e qualidade de vida, ao mesmo tempo em que rejeita a repetição do modelo de verticalização densa e da especulação imobiliária desenfreada.
O Vivapark Porto Belo personifica essa transformação e representa um verdadeiro case de sucesso. Apresentando-se como um bairro-parque, e não como um condomínio fechado convencional, o empreendimento demonstra que o luxo contemporâneo não se define apenas por metros quadrados ou acabamentos de alto padrão. Hoje, a sofisticação está em experiências de integração, em espaços que estimulam a convivência e o pertencimento, sem abrir mão da exclusividade de serviços e da alta qualidade da entrega.
Fruto da expertise da incorporadora catarinense Vokkan, fundada em 2017 por Roderjan Volaco e sócios com trajetória em gestão patrimonial e contábil, o Vivapark Porto Belo foi concebido para atender um público emergente de jovens profissionais interessados em unir qualidade de vida e proximidade com o mar. Com investimento total de cerca de R$ 6 bilhões, majoritariamente de recursos próprios e investidores atraídos pelo dinamismo catarinense, o projeto inovou ao propor um bairro aberto, tendo o urbanismo assinado pelo escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados.
No lugar de muros, o espaço adotou sistemas de segurança digital com reconhecimento facial e sensores de alta performance, assegurando monitoramento contínuo sem a ostentação tradicional. Essa combinação entre preservação ambiental, urbanismo consciente e tecnologia de ponta posicionou o empreendimento como referência nacional, alinhada às demandas contemporâneas por sustentabilidade e comunidades integradas.
O projeto alcançou R$ 1 bilhão em vendas em tempo recorde e, em menos de 14 meses, já atingia seu segundo bilhão. Com potencial de atingir os R$ 50 bilhões, a valorização de 250% nos lotes unifamiliares reforça o mérito da proposta, cujas obras tiveram início em 2023. O bairro-parque avança preservando 230 mil metros quadrados de Mata Atlântica e oferecendo uma configuração urbana que integra serviços, lazer e mobilidade. O preço do metro quadrado, variando entre R$ 4 mil nos terrenos e R$ 21 mil nos studios, reflete tanto a valorização natural da região quanto o reconhecimento do mercado diante de um projeto que incorpora certificações internacionais como o LEED, inspirado em referências globais como o Bosco Verticale de Milão.
Outro aspecto diferencial que tem se apresentado é a capacidade de atração do Vivapark. O empreendimento já reúne moradores de 17 estados brasileiros e 14 países diferentes. Essa pluralidade evidencia que o projeto soube se colocar globalmente como destino aspiracional, oferecendo segurança, sofisticação e um estilo de vida que vai além da simples posse de um imóvel. A estrutura urbana em funcionamento reforça essa percepção. O Colégio Bom Jesus, com 600 alunos, os restaurantes de conceito já em operação e a Rua Viva, planejada para ser um eixo de convivência livre de carros, mostram que o conceito do bairro é uma realidade concreta. Inclusive, a previsão de 120 mil visitantes mensais confirma que o Vivapark transcendeu o setor imobiliário para se tornar também um polo turístico e cultural.
É importante dizer que o sucesso do empreendimento não deve ser visto apenas como uma vitória isolada. Ele escreve um capítulo que inspira todo o mercado de alto padrão no Brasil. Para o público, transmite a mensagem de que o luxo não está apenas na exclusividade isolada, mas na criação de ecossistemas urbanos sofisticados, sustentáveis e conectados. Para o setor, exemplifica que é possível entregar um produto de altíssimo nível, sem abrir mão da integração com a natureza e da valorização cultural do território.
Enquanto alguns destinos ainda insistem na maximização do espaço construído e na multiplicação de unidades, Porto Belo mostra que o futuro do alto padrão estará cada vez mais ligado a viver bem em comunidade, com qualidade de vida integrada e respeito ao ambiente. Afinal, o sucesso imobiliário não precisa repetir fórmulas antigas. Pode nascer da ousadia de propor algo diferente, da sensibilidade em ouvir as novas aspirações do consumidor e da coragem de transformar essa visão em realidade.