Se essa história dos supostos R$ 300 milhões pra João Rodrigues desistir realmente entrou na roda, aí o nível da conversa sobe — e muito — pra algo que não dá mais pra tratar como fofoca de bastidor.
De um lado, Jorge Bornhausen teria ventilado essa versão. Do outro, o próprio João já disse, em alto e bom som, que isso nunca existiu. Ou seja: alguém tá esticando a corda — e bastante.
Porque convenhamos: não é um cafezinho político, é uma cifra de fazer banco corar. Se houver qualquer indício real, isso é caso direto de investigação pesada. Se não houver, vira um tiro no pé de quem falou, com desgaste público enorme.
No fim, independente de quem esteja blefando, o episódio só reforça aquela velha imagem da política feita no “acerto de bastidor” — e quanto maior o número envolvido, maior o estrago na confiança de quem assiste tudo de fora.