A segunda-feira começou animada em Brasília — pelo menos para a Polícia Legislativa do Senado, que decidiu trocar o despertador por uma condução coercitiva. Na calada da madrugada, agentes localizaram Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, perto de Manaus e o “convidaram” a vir a Brasília. Só que daquela forma: sem opção de “confirmar presença mais tarde”.
A operação foi autorizada pelo juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, atendendo a pedido da Advocacia do Senado — afinal, depois de dois atestados médicos apresentados justo nos dias dos depoimentos, a CPMI resolveu apostar no método “já que não vem, a gente busca”. Fonseca, que ocupou um cargo estratégico na autarquia, é apontado por integrantes da comissão como responsável pelo desbloqueio em lote de descontos associativos, contrariando parecer interno. A medida acabou beneficiando entidades investigadas pela PF e pela própria CPMI. Agora, resta saber se, com a chegada forçada, ele finalmente “lembrará” de tudo na sessão. Porque, ao que parece, médico nenhum prescreveu remédio para falta de pontualidade parlamentar.