
Dominique Cristina Scharf, considerada a maior estelionatária do Brasil, deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé no início de setembro, após cumprir 32 anos de reclusão — dois a mais do que o limite legal da época de sua condenação. Aos 65 anos, ela acumulava crimes como golpes financeiros, falsificação, furtos e assaltos à mão armada, além de duas fugas cinematográficas que prolongaram sua permanência atrás das grades.

Nascida em São Paulo, filha de pai americano e mãe alemã, Dominique cresceu em ambiente privilegiado, mas mergulhou cedo no mundo do crime. Seu currículo inclui golpes de cheque, venda de joias falsas, o famoso “golpe do amor” e até artimanhas para escapar de contas em restaurantes e hotéis de luxo. Ao longo da vida, chegou a somar 20 processos de execução penal e uma pena unificada de quase 58 anos.
Dentro da prisão, cultivou uma rotina peculiar e se distanciava das demais detentas, alegando “não ter nada em comum com assassinas e pedófilas”. Agora em liberdade, garante que pretende virar a página: planeja lançar uma grife de roupas de tricô feitas à mão e sonha em visitar a família na Austrália — talvez até recomeçar a vida por lá.