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Festival de cinema ambiental chega ao norte catarinense com sessões gratuitas a escolas e espaços comunitários

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Festival de cinema ambiental chega ao norte catarinense com sessões gratuitas a escolas e espaços comunitários
FICASC realiza 11 sessões entre 7 e 9 de abril com filmes, debates e atividades educativas sobre temas socioambientais

Onde começa uma conversa sobre o futuro do planeta? Entre os dias 7 e 9 de abril, em São Bento do Sul, ela começa diante de uma tela de cinema. O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense (FICASC) leva filmes, debates e atividades educativas para escolas, centros comunitários e espaços culturais da cidade.



Histórias de rios contaminados, povos originários pressionados por monoculturas, mulheres regenerando solos degradados e catadores que sustentam uma cidade. Narrativas diferentes, vindas de vários territórios, que levantam perguntas comuns: como cuidar da terra? Como viver com dignidade? Que futuro ainda é possível imaginar?



Durante três dias, o festival promove 10 obras cinematográficas em 11 sessões presenciais gratuitas, acompanhadas de rodas de conversa com realizadores e convidados. As atividades acontecem em instituições educacionais e comunitárias como IFC, Udesc, Cedup, Apae e CRAS.



Um festival catarinense e internacional



Criado na Serra Catarinense, na região de Urubici, o FICASC nasceu com vocação itinerante. Ao longo de suas edições, já percorreu cidades como Lages, São Joaquim , Urupema, Bom Retiro, Rio Rufino, Bom Jardim da Serra, Painel, Palmeira, Bocaina do Sul, Águas, Mornas, Florianópolis, Garopaba, além de realizar sessões no Arquipélago dos Açores em Portugal. 



Ao chegar ao Planalto Norte, o festival reafirma uma de suas convicções: a cultura também precisa circular. Para o diretor do festival, Doty Luz, essa circulação tem dimensão cultural e educativa. 



“A circulação do FICASC por outras cidades de Santa Catarina é fundamental para descentralizar o acesso à cultura e promover a educação ambiental em nível regional. O caráter itinerante do festival fortalece a conscientização socioambiental e a democratização do cinema”, afirma.



Se o circuito audiovisual costuma se concentrar nas grandes capitais, o festival segue na direção oposta, levando produções que raramente chegam às salas comerciais para exibição nas escolas, universidades e instituições sociais.



Além disso, para ampliar esse alcance, o FICASC Planalto Norte prevê ações voltadas à inclusão, com sessões adaptadas, com intérprete de Libras, e atividades realizadas em parceria com instituições.



Conectar o global ao local



A edição no Planalto Norte também nasce de um diálogo com o território. A produtora executiva Mayara Moreira, responsável por trazer o projeto para São Bento do Sul, explica que a proposta é estimular a reflexão conectando desafios globais às experiências locais.



“Diante da crise climática e ecológica que o planeta enfrenta, o festival busca provocar uma percepção crítica da realidade, transformando a urgência ambiental em reflexão situada. A ideia é conectar desafios globais às experiências locais e estimular o engajamento coletivo”, explica.



A curadoria reúne filmes sobre temas como crise hídrica, reciclagem, povos originários, sustentabilidade, agrofloresta e segurança alimentar. São selecionados filmes catarinenses, nacionais, infantis e internacionais.



Após cada sessão, o público participa de rodas de conversa com realizadores e especialistas. “A principal transformação esperada é a passagem de uma postura passiva (apenas espectador) para uma atitude ativa e reflexiva (agente de mudança), utilizando o audiovisual como gatilho para o diálogo e o pensamento crítico”, diz Doty Luz.



Crianças e jovens no centro



Grande parte da programação ocorre em instituições de ensino e espaços comunitários. Estudantes do ensino médio, universitários e participantes de programas sociais estão entre os principais públicos do festival.



Para a coordenadora de produção Thaís Pires de Andrade, essa escolha reflete uma aposta no potencial transformador das novas gerações. “Os jovens são mais permeáveis e sensíveis. Eles são o futuro da humanidade e os verdadeiros agentes de transformação”, afirma.



Sessões abertas ao público



No último dia de programação, 9 de abril, duas sessões abertas ao público acontecem no Labthree Coworking, no centro da cidade. Pessoas de toda região são convidadas a assistir aos filmes, participar das conversas e da Exposição FICASC Manifesta.



Os organizadores veem esses encontros como espaços de diálogo e mobilização coletiva. O cinema é o ponto de partida: quando as luzes se apagam e uma história começa na tela, também pode surgir uma reflexão capaz de transformar a forma como enxergamos o mundo — e o papel que ocupamos nele.



O projeto é contemplado pelo Edital de Apoio à Cultura – Concurso Nº 003/2025 – Arno Fendrich 2025, da Fundação Cultural de São Bento do Sul, registrado no Sistema Municipal de Cultura sob o nº 016/2025.



SERVIÇO


O que: FICASC Planalto Norte


Quando: 7 a 9 de abril de 2026


Local: São Bento do Sul (SC)



Programação educativa e comunitária



7 de abril 


Sessões para estudantes e participantes de programas sociais no Centro de Educação Profissional (CEDUP) e CEU das Artes.



8 de abril


Sessões para estudantes e participantes de programas sociais no Instituto Federal Catarinense (IFC), CRAS Centenário e UDESC


Sessões para estudantes e participantes de programas sociais.



9 de abril


Sessões para estudantes e participantes de programas sociais na Escola Básica Municipal Maria Waltrudes de Vasconcellos Kruger e APAE de São Bento do Sul.



Sessões abertas ao público



Quando: 9 de abril


Local: Labthree Coworking (Travessa Teodoro Koch, 30 – Centro)


Entrada:Gratuita



18h30


Sukande Kasáká – Terra Doente (30 min)


Roda de conversa com Marcus Negri (Composta RUA)



19h30


Sítio Aimotuá: Quebrando Barreiras, Plantando Possibilidades (24 min)


Roda de conversa com Miriam Wrublevski (Quintal App)



Durante a noite também acontece a Exposição FICASC Manifesta.


Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

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